Na antevéspera de disputar o segundo jogo da Final da Copa do Nordeste e a 1 semana da estreia na sonhada Libertadores, o Fortaleza alcançou um feito inédito e de grade importância para sua história centenária. O clube atingiu a marca de 40 mil sócios torcedores ativos.

Independentemente do que aconteça nos próximos dias, o torcedor do Fortaleza deu um sinal muito claro do motivo desse feito. O clube vive uma mudança estrutural, na forma de administrar e de solidificação de estilo de jogo, que exibem frutos, conquistas e escancaram o abismo durante e depois do inferno da Série C.

De 2010 a 2017, o Fortaleza teve 5 presidentes (Paulo Magalhães, Osmar Baquit, Jorge Mota, Marcello Desidério e Luís Eduardo Girão), dezenas de treinadores, padecia com um programa de sócios sem grande expressão e conquistou apenas 2 títulos estaduais, o vice-campeonato da Série C e o acesso à Série B do Brasileiro.

Enquanto desde 2018 (ano do centenário), o Tricolor tem 1 presidente (Marcelo Paz), teve apenas 5 treinadores e conquistou 3 estaduais, 1 Copa do Nordeste, 1 Brasileiro da Série B, vaga na Copa Sul-Americana, vaga na Copa Libertadores, o 4º lugar no Brasileirão e o 3º lugar na Copa do Brasil. E está muito próximo do bicampeonato da Copa do Nordeste (invicto) e do tetracampeonato Cearense (invicto).

Como o próprio Marcelo Paz gosta de ressaltar: a bola não entra por acaso. E obviamente não dá pra deixar de parabenizar alguns que seguraram o clube no tempo das vacas magras, principalmente, quando muitos fugiram do front. Mas é preciso ir mais além e também destacar que o torcedor não vai pra arquibancada e nem se associa por acaso. Há paixão e há também confiança no trabalho dentro e fora das quatro linhas.

A chegada de Rogerio Ceni, no final de 2017, que colocou em prática um estilo de jogo, além é claro das mudanças estruturais no clube, foram completadas com o trabalho de Juan Pablo Vojvoda. Assim, os resultados em campo, em menos de 1 ano, foram avassaladores.

A ressaca de um período doloroso para o torcedor parece ter ido embora de vez. Esse feito inédito de 40 mil sócios, talvez, seja até uma resposta dos tricolores de que é possível acreditar que o que passou serviu de aprendizado. O clube vive um momento único, referendado por gestores, funcionários, comissão técnica e jogadores que parecem que realmente entenderam o potencial enorme da marca e também do próprio torcedor do Fortaleza.

O que antes parecia ser um pesadelo e um clichê repetitivo de que iria morrer, passou agora para aquela sensação de que os sonhos se realizam e libertam, enquanto o clichê se tornou o Leão rugindo alto.

📸Daniel Galber
📸Leonardo Moreira/FortalezaEC