Foto: Divulgação/Conmebol

Não há justificativa plausível para o inconveniente que o Independiente está fazendo com o Ceará na tentativa de dificultar a presença do torcedor alvinegro no jogo decisivo do Grupo G da Copa Sul-Americana, marcado para o dia 25 de maio, em Avellaneda, em Buenos Aires.

Os dois times vão chegar nessa partida brigando pela vaga às oitavas de final e assim, claramente, o clube argentino força dificuldades para que o time cearense não tenha o apoio do torcedor.

Em pronunciamento na manhã desta sexta-feira, menos de 15 dias para o duelo decisivo, o diretor de eventos e operações de jogo do Ceará, Veridiano Pinheiro, informou que os argentinos ainda não se pronunciaram sobre a venda dos ingressos para a partida.

Se não bastasse, de início, queriam disponibilizar apenas 800 bilhetes para os brasileiros, quando o número ideal seria de pelo menos 2 mil. A diretoria alvinegra reclamou e só depois é que foi atendida.

Pra completar, colocaram o valor do bilhete a 50 dólares, algo em torno de R$ 250, preço totalmente fora da realidade, até porque, no Castelão, os argentinos pagaram R$ 60 (cerca de 12 dólares).

Inconformada, a diretoria do Ceará acionou a Conmebol e espera uma posição da entidade para cobrar uma redução. O objetivo do clube alvinegro é iniciar a venda dos vouchers a partir da próxima segunda-feira, dia 16.

Com esse tipo de atitude, dá para ter uma noção de como será o tratamento que os cearenses vão receber em território argentino. A disputa pela vaga já está mexendo com o famigerado Rei das Copas, que pelo jeito, precisa de artimanhas fora das quatro linhas para vencer o Vovô.

Foto: Felipe Santos/Ceará SC

Que os representantes da Conmebol, da CBF, da FCF e do próprio Ceará fiquem de olhos bem abertos para não serem ainda mais surpreendidos com essas “catimbas” argentinas. Num mundo moderno, com câmeras em tudo que é lado, redes sociais, não é possível mais tolerar e deixar passar situações que impeçam a realização do tão propagado Fair Play no futebol, dentro e fora de campo.