Foto: Felipe Santos/Ceará SC

Mesmo com 6 titulares ausentes (Luiz Otávio, Messias, Rodrigo Lindoso, Fernando Sobral, Richard e Vina), e ainda duas vezes atrás no placar, com um gol tomado logo no início da partida e o outro quando estava melhor em campo, o Ceará fez uma ótima partida e arrancou um empate diante do poderoso Flamengo com sabor de vitória, na Arena Castelão.

Marcar o gol do 2×2, nos acréscimos em uma linda cobrança de falta, contra um dos favoritos ao título, não tem como deixar de creditar que seja um empate com gostinho de vitória. Mas é bom que se diga que o Ceará obteve a igualdade, não pelo acaso ou sorte, o time realmente jogou bem e fez por merecer o resultado e, talvez, se houvesse mais tempo, seria capaz até de virar o placar.

A superação alvinegra passou por várias provações. A primeira foi antes mesmo de a bola rolar. Messias, que retornava de lesão, sentiu um desconforto muscular no aquecimento e não foi mais para o jogo. Quando o árbitro apitou, 6min depois, o Flamengo (com o quarteto mágico Arrascaeta, Everton Ribeiro, Gabigol e Bruno Henrique) marcou em uma falha geral defensiva alvinegra com Arão, sozinho na pequena área, sem nem precisar pular para abrir o placar. Aí, com 10min, a estrela do time, Vina, se machucou e também foi substituído.

Ou seja, o pior dos cenários possíveis para o Ceará numa partida em que não podia perder. Mas de forma inteligente, sem desistir em nenhum momento, e, principalmente, com muita raça e o apoio incondicional do torcedor, superou todas as adversidades.

Claro que é preciso rever alguns conceitos, afinal, foram 2 gols sofridos praticamente idênticos, de boa parada, no primeiro pau, marcados pelo mesmo jogador, mas também é necessário louvar e reconhecer a força de um grupo, que não contava com todos os companheiros e havia sofrido baixas, mas soube buscar alternativas para driblar um dos mais fortes adversários do Campeonato.

O atacante Zé Roberto, que entrou no lugar de Vina, foi esperto e bateu rápido a falta e que originou o gol de Mendoza. O jovem zagueiro Marcos Victor, que entrou no lugar de Messias, com intervenções, roubadas de bola, saídas da defesa e chegadas ao ataque contagiou a todos e foi um dos grandes destaques da partida.

Pra completar, Nino Paraíba, outro que saiu do banco, fez um golaço ao caprichar a batida da bola numa curva incrível, enganar a todos e dar números finais à partida. Empate que lava a alma do elenco, contestado por muitos, mas que assim como a partida, se superou e não desistiu até conquistar o primeiro objetivo. Agora, que venham outros.