Fotos: Mateus Lotif/Fortaleza EC

Em 11 partidas neste Brasileirão, o Fortaleza talvez tenha feito 2 ou 3 abaixo da média, atuações ruins. Nas derrotas para o Cuiabá e Internacional e no empate contra o Juventude. Ou seja, em pelo menos 8 confrontos, o Fortaleza fez bons jogos, em alguns delas não merecia o resultado final.

Talvez seja esse o espírito e a motivação do elenco e da comissão técnica tricolor para seguir acreditando que é possível sair da lanterna do Brasileirão. Claro que há outros fatores para crer nessa confiança leonina.

Já são 3 jogos sem derrotas, com atuações boas e no último duelo não sofreu gol. Alguns apontam como evolução, mas mesmo assim há outros aspectos que são incompreensíveis para quem é mais realista do que otimista.

Em 7 partidas em casa, como mandante no Castelão, o Fortaleza não venceu nenhuma. O que deveria ser um fator preponderante na luta para sair do último lugar está virando um martírio. Tanto que as vaias, após o jogo contra o Furacão e os protestos na saída dos vestiários da Arena provam que a torcida perdeu a paciência.

Muitos falam que a paixão cega a razão e o torcedor é movido pela paixão. Afinal, é uma situação pra lá de vexatória estar em último lugar, tanto que mesmo vencendo a próxima partida, vai seguir na lanterna. E ainda precisará de pelo menos mais outras 2 vitórias e ainda contar com tropeços de concorrentes para começar a sair da Zona do Rebaixamento.

O desafio é imenso, não há gordura e principalmente não há jogo fácil em que se pode apontar como fácil para ganhar (como aconteceram diante da Chapecoense, ano passado, que em pouco tempo virou o saco de pancadas do Brasileirão).

Dessa forma, a sensação é de que a razão se aproxima ainda mais da paixão, porque parece não haver como explicar o que acontece e não há como convencer ao torcedor que vai ser possível sair dessa situação.

Vojvoda fala em trabalho e confiança no elenco. Creio que nenhum torcedor do Fortaleza desconfia de que jogadores e comissão técnica não trabalham e ou sejam incompetentes. Pelo contrário, afinal, esse mesmo grupo foi campeão cearense e da Copa do Nordeste, está nas oitavas de final da Copa do Brasil e da Libertadores.

O problema é justamente esse. Pois há 11 rodadas, o Fortaleza trabalha e tem confiança no elenco, joga bem, faz boas atuações e mesmo assim permanece em último lugar. O que fazer?

Sem precisar buscar respostas em outro mundo ou através da magia, o Fortaleza poderia mudar a forma de jogar. Pelo menos em jogos, onde é perceptível um adversário se fechar e explorar o erro tricolor. Talvez, seria a hora de os comandados de Vojvoda jogarem no erro dos rivais.

O momento mostra que o Fortaleza acerta mais do que erra, então, quem sabe deixar a bola com time adversário seria uma alternativa para tentar encontrar mais do que respostas, mas vitórias para sair do inferno da última colocação.