Foto: Ascom/EC Juventude

A chegada de Marquinhos Santos para comandar a equipe do Ceará chega, talvez, no melhor momento do time na temporada. O Vozão está há 10 partidas sem perder, tem a melhor campanha da Sul-Americana, onde está nas Oitavas de Final, assim como está nas Oitavas da Copa do Brasil e em 12º lugar no Brasileirão a 3 pontos do G6.

Claro que a saída do técnico Dorival Júnior é uma ducha de água fria nos alvinegros, mas, por outro lado, o 1º jogo sem o antigo treinador, o empate por 1×1, contra o Goiás, fora de casa, mostrou que o Ceará está com um time bem encaixado, com um sistema tático definido, seguro na defesa e um elenco que soube encontrar a forma de atuar.

Assim, Marquinhos Santos não vai passar pelo sufoco que seu antecessor passou, quando Tiago Nunes foi eliminado no Estadual e Copa do Nordeste, de maneira surpreendente, e deixou um grupo abalado e machucado, além de uma torcida revoltada para Dorival Júnior.

Marquinhos Santos terá praticamente todo o elenco à sua disposição, o apoio da torcida e um time que não perde há mais de 1 mês (última derrota foi em 7 de maio para o Athletico, em Curitiba). Ou seja, chega com uma pressão bem menor que Dorival.

Ressalto bem menor, porque não há como não sofrer pressão num time grande como o Ceará. Ainda mais disputando 3 competições e sem tempo para treinar. Por outro lado, o novo comandante alvinegro poderá, pelo menos de início, não fazer mudanças no esquema tático e nem na forma de atuar. Talvez, com o passar dos dias, no cotidiano, possa implementar sua filosofia de trabalho, seus conceitos.

O certo é que o caminho do Ceará foi desenhado, resta saber se Marquinhos Santos vai pintar e seguir em frente ou vai direcionar outro rumo.