Fotos: Ascom/Ceará SC e SEPalmeiras

O imbróglio envolvendo Palmeiras e Ceará pelos direitos econômicos do atacante Arthur Cabral ganhou mais um capítulo nesta semana. O clube alvinegro entrou com um pedido de cobrança à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF.

De acordo com o Ge.com, a diretoria do Ceará argumenta que o Palmeiras recebeu 30% de mais valia da venda de 15 milhões de Euros do atacante, que estava no Basel, da Suíça, para a Fiorentina, da Itália. Assim, o clube cearense teria direito a 50% desse percentual, cerca de 2 milhões de euros.

Ceará e Palmeiras têm direito a receber 30% do mecanismo de negociação mais-valia. Esse percentual é calculado pelo valor a mais da venda sobre a aquisição. O Basel comprou Arthur, em junho de 2020, por 4,4 milhões de Euros. 

Com isso, alvinegros e alviverdes têm por direito receberem 30% de 10,6 milhões de Euros (3,18 milhões de Euros). Algo em torno de R$ 20 milhões. Segundo os dirigentes do Palmeiras, o Ceará não possui nenhum percentual.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Em maio, o Blog havia conversado com Presidente do Ceará, Robinson de Castro, para saber a respeito do assunto. O mandatário alvinegro explicou:

“Eu só estou vendo as notícias pela imprensa. Não chegou nada. Não foi confirmado oficialmente nada. Quando, ou melhor, se o time lá, a Fiorentina, né isso? oficializar a contratação do Arthur, o Ceará vai pedir ao Palmeiras a documentação sobre a venda. E o que o Palmeiras ganhar com o Arthur, o Ceará tem direito a 50 por cento“, esclarece Robinson de Castro.

Vale lembrar que o Ceará ainda detém 2,6% dessa negociação (algo em torno de R$ 2,2 milhões), devido ao mecanismo de solidariedade da Fifa. Assim, o valor total que os dirigentes alvinegros querem receber é de R$ 12 milhões.