Fotos: Felipe Santos/Ceará SC

O gol tomado logo no início da partida, poderia ter deixado o Ceará atordoado e o psicológico ser atingido como aconteceu em outros jogos, quando, mesmo jogando em casa, saiu atrás no marcador e não conseguiu vencer Atlético/GO, Flamengo, Red Bull e Botafogo.

No entanto, o Ceará mostrou evolução e ainda com Vina voltando a jogar bem, virou o placar e fez a melhor partida neste Brasileirão. Com isso, o time dá sinais de que é possível acreditar que pode crescer muito mais no Campeonato e subir na tabela de classificação.

Com paciência, sem afobação e mesmo sem Mendoza jogar bem, o Ceará soube anular o meio-campo corintiano e depois do gol não deu mais chances para as investidas de Roger Guedes, Gustavo Mosquito, Giuliano e cia.

Mesmo antes do golaço de Bruno Pacheco, ao empatar o duelo aos 28min do 1º tempo, o Ceará já tinha desenhado o padrão de chegar à área paulista e impedir o contra-ataque corintiano. A linha de marcação chegava firme quando a bola passava da intermediária e saía com rapidez para o ataque.

Marquinhos Santos parece, enfim, ter encontrado o esquema tático ideal do Ceará. E lembra muito aquele usado por Guto Ferreira, em 2020: 4-2-3-1: Nino, Luiz, Messias e Pacheco; Richardson e Richard; Lima, Vina e Mendoza com Clebão lá na frente como típico centroavante.

Claro que ter um jogador da envergadura (que palavra!) de Vina ajuda e aí é que é preciso ter inteligência para aproveitar. O golaço, que virou o jogo, e a assistência espetacular para Cléber são as provas de que o Camisa 29 já deveria ter voltado a atuar na posição que gosta há um bom tempo.

E é preciso destacar também que Bruno Pacheco, Messias, Richardson e Richard foram gigantes na marcação. E uma menção honrosa a Nino Paraíba e Lima. O lateral têm um fôlego impressionante, marca e ataca com a mesma intensidade, enquanto o atacante parece ter virado um coringa, ora atuando no ataque, ora atuando como meia ou volante.

Uma vitória para deixar o time confiante e acabar com essa história de não vencer em casa.