Fotos: Mateus Lotif/Fortaleza EC

É indiscutível o patamar que o Fortaleza alcançou desde a chegada de Juan Pablo Vojvoda. Como também é indiscutível que o time tricolor vive uma situação martirizante no Campeonato Brasileiro.

Assim como aconteceu ano passado, quando foi um dos responsáveis pelo Fortaleza terminar em 4º lugar numa campanha arrebatadora na Série A, obviamente que o Vojvoda também tem sua parcela de culpa pela terrível colocação de último lugar.

Não há treinador brasileiro no País, que suportaria a pressão de ficar 19 rodadas na Zona de Rebaixamento e não fosse demitido ou pedisse pra sair (na verdade são 18, pois, na 1ª, o Fortaleza, mesmo com a derrota para o Cuiabá, ficou em 16º, mas pelo saldo de gols).

O futebol, assim como qualquer outro esporte coletivo, precisa que o seu comandado tenha competência, inteligência, frieza, inovações e capacidade para tomar as decisões e assim em conjunto com os atletas fazer com que a equipe conquiste os objetivos.

E obviamente, Vojvoda tem essas características e creio que seja esse o motivo de a diretoria do Fortaleza ainda acreditar no atual treinador. Não é possível que Marcelo Paz e diretoria mantenham o técnico argentino por gratidão e serviços prestados.

Por outro lado, o futebol, assim como em qualquer relacionamento, é preciso sintonia. É necessário todos entenderem o que ambos querem (casal ou o treinador com os jogadores). Quando essa reciprocidade não está em harmonia, infelizmente, a comunhão entra em colapso.

Só que diferentemente de um relacionamento amoroso, é possível um dos envolvidos optar por não querer mais ninguém, ou, até, claro, querer encontrar uma nova pessoa para viver um novo amor. É possível encontrar alguém melhor ou pior.

Já no futebol, o clube precisa encontrar de imediato alguém que assuma a união e resolva o problema, que causou o fim do relacionamento passado. E talvez aí, seja o verdadeiro motivo para o Fortaleza (ainda) manter Vojvoda no comando técnico. Quem assumiria o cargo de treinador com o time na situação em que está?

Aguardemos os próximos jogos. Resultados positivos diante de Fluminense e Cuiabá devem amenizar a pressão em cima do técnico argentino. Porém, se as vitórias não aparecerem veremos como a diretoria vai reagir e explicar.