Foto: Mateus Lotif/Fortaleza EC

Em um jogo com 2 tempos completamente distintos, o resultado mais justo deveria ser o empate. Afinal, o Fluminense foi bem superior nos primeiros 45 minutos, enquanto o Fortaleza foi pra cima na 2ª etapa de forma bastante agressiva e encurralando o adversário.

No entanto, apesar de muitos não acreditarem, creio que quando a fase realmente não tá legal, tudo parece jogar contra. O Fortaleza, claramente, poderia ter empatado a partida e saído de campo com pelo menos o 1×1 no placar. Foram 2 bolas na trave, 1 gol anulado por milímetros de impedimento e várias finalizações em que algumas delas o goleiro Fábio salvou.

É óbvio que é necessário mais competência, ainda mais em um elenco recheado de bons jogadores: Romero, Galhardo, Otero, Robson, Moisés, Lucas Lima, Lucas Crispim…

Só que a fase não ajuda e a sorte parece vir junto. O esforço na 2ª etapa foi notório, tanto que a torcida aplaudiu o time mesmo com a derrota por 1×0 ao final do jogo.

Por outro lado, não dá pra passar pano no que aconteceu no 1º tempo. Uma atuação sem consistência, inócua e às vezes até desleixada. Para quem precisa mostrar eficiência e lutar até contra a sorte, é injustificável os jogadores do Fortaleza atuarem daquela forma.

Menos mal que o Fluminense não aproveitou e na 2ª etapa não soube lidar com a força leonina, que impôs um ritmo frenético, como deveria ser de desde o início. Aliás, é o que muitos perguntam: Por que o Fortaleza não jogou dessa forma, desde o apito inicial?

São aqueles mistérios que rondam o futebol, semelhantes ao que a gente comenta e percebe quando a fase não é boa, quando a bola bate na trave e vai pra fora ou quando a bola bate no travessão e entra.