Fotos: Davi Rocha/Pera Photo Press

Perder para o líder do Campeonato e um dos times mais fortes do continente não deve ser motivo para buscar culpados e responsabilizar quem quer que seja. Ainda mais numa partida em que o árbitro interferiu diretamente no placar.

É óbvio que pelo jogo que foi, sucumbir para o Palmeiras por 2×1, com 1 jogador a menos por mais de 45min (Richardson foi expulso aos 4min da etapa complementar), por outro lado se esperava que o Ceará pudesse ser mais intenso, mais agressivo, principalmente no 1º tempo, e ainda mais depois da terrível apresentação diante do até então lanterna Avaí.

Empurrado por mais de 40 mil torcedores, com Vina e Mendoza em campo, a equipe alvinegra não conseguiu desenvolver em nenhum momento um futebol que encantasse. Houve, é verdade, um equilíbrio até o momento de levar o 1º gol, mas depois disso, o time parece que se perdeu.

Pra completar, tomou o 2º gol, quando o volante Rodrigo Lindoso estava machucado. Mas para um elenco competitivo, jogando em casa, depois de ter 5 dias livres, se esperava mais da comissão técnica e também dos jogadores.

Mendoza e Lima, por exemplo, não foram nem sombra de outras partidas, em que desequilibraram e mostraram fôlego, talento e competência para arrancar passes, gols e boas vitórias.

Se não bastasse, o volante Richard (suspenso) e o zagueiro Luiz Otávio (que se machucou no aquecimento) fizeram falta. Em compensação Diego Rigonato foi o principal destaque do time alvinegro. Voluntarioso e com atitude, mostrou que cedo ou tarde vai ser o titular da equipe.

Agora é pensar na Sul-Americana, mas tem de saber que no Brasileirão já são 2 derrotas seguidas, o G6 se distancia e o Z4 se aproxima. Por isso, é preciso corrigir e ajustar o mais rápido possível. Todos sabem que a Série A é uma competição bastante traiçoeira e não há espaço para vacilos.

Sobre a arbitragem será a pauta do próximo post.