Esta publicação só é possível graças a todos aqueles que acreditaram neste projeto

4º dia em Doha e sem dúvida o mais especial até aqui. Estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Ansiedade, nervosismo e muito trabalho pela frente.

Dessa vez, cheguei mais tarde ao Centro de Mídia, depois das 11h, e optei por tomar o café da manhã no McCafé que há disponível para nós jornalistas. Os valores são salgados. Mas lá tem um suco/vitamina de manga (natural). Então, queria muito provar. E valeu a pena. ESPETACULAR.

Depois, fazer alguns vídeos, gravar chamada para os patrocinadores, acompanhar Suíça x Camarões pela TV. Enquanto isso, descobri que no Centro de Mídia há também um mercadinho. E os preços dos produtos são normais, nem baratos, nem aquela caristia toda.

Logo após almoçar, gravei uma passagem para os queridos amigos do Trem Bala, na TVC, falando da expectativa para a estreia do Brasil de logo mais. Depois, já queria ir para o Estádio Lusail, mas o ônibus que leva os jornalistas só começava a sair às 16h50 (horário local, 10h50 horário cearense).

Esperei mais um bocado, imprimi meu ingresso do jogo desta sexta-feira, Inglaterra x Estados Unidos (para acompanharmos as partidas da Copa, nós fazemos uma solicitação antecipada, eu fiz ainda em outubro à Fifa, e esperamos a aprovação). Tudo ok.

Trajeto de boa até o Estádio. Sem engarrafamento. O bom de ir no ônibus que leva os jornalistas é que de vez em quando você encontra algum brasileiro. E em jogo do Brasil eram quase todos. Fui conversado com 2 ótimos repórteres: Abner Luís (da TV Liberal) e Leandro Boudakian (da Rádio Transamérica) e claro Ceará e Fortaleza entraram na pauta. Principalmente quando o assunto foi treinador: Vojvoda foi o ponto alto.

Ao chegar lá, somente a turma que iria trabalhar já se movimentando e que turma! Várias centenas de seguranças, voluntários e policiais. Aí, foi esperar os torcedores chegarem. Uma passada rápida na Boulevard, ao lado do Estádio, local muito bonito para fotos e fazer aquele esquenta antes da partida.

Em seguida, fui ficar em frente ao Lusail para esperar os torcedores. E talvez somente a Copa do Mundo com o Brasil consegue reunir milhares e milhares de pessoas de todas as nações com a camisa da Seleção: japoneses, indianos, americanos, mexicanos, colombianos, nigerianos, egípcios, australianos, escoceses, árabes…

Uma verdadeira loucura de pessoas apaixonadas pelo futebol brasileiro. Incrível e impressionante! São momentos como esses que a gente sente ainda mais orgulho de ser brasileiro. Apesar de todas as adversidades que o País possui. Mas é algo que mexe com os sentimentos e vemos o quanto é importante e valorizado o nosso Brasil.

As pessoas orgulhosas em vestir a amarelinha, fazendo de tudo para serem vistas, cantando canções brasileiras, se esforçando ao máximo para falar uma palavra em português, gritando Neymar, Pelé, Ronaldo, Ronaldinho, Romário. Quando tocava uma música brasileira (Michel Teló, aí se eu te pego), parecia um gol de euforia.

E quando começou a chegar os brasileiros com as batucadas, aí, a festa ficou completa. Tudo era motivo para dança, êxtase e muita muita alegria e entusiasmo. Eu, contudo, já para desistir de encontrar algum cearense. Vi camisas de vários times: Inter, Atlético, Cruzeiro, Grêmio, Corinthians, São Paulo, Flamengo…

Quando já estava pra sair, eis que vejo um torcedor com a camisa do Fortaleza (aquela amarela) e pra minha surpresa, ele me conhecia. Carlos se emocionou e eu também fiquei e tive uma das grandes alegrias desta Copa.

Em seguida, entrei e fui para o centro de imprensa, onde todos os jornalistas ficam para fazer algum material ou aguardar enquanto o jogo começa. Há ainda dezenas de televisores e dá para acompanhar o jogo que está passando naquele momento. Eu fiquei vendo Portugal x Gana

Só que no centro de imprensa, todos os jornalistas que vão para o jogo, geralmente passam por lá. E aí foi possível ver uma turma de feras: Juca Kfouri, Ana Thaís Matos, Paulo Vinícius Coelho, Eric Faria, Milton Leite, Lédio Carmona, Leandro Quesada, Zé Alberto de Andrade, Alex Sabino e por aí vai.

Depois do jogo de Portugal, com uma vitória emocionante por 3×2 e Cristiano Ronaldo entrando para a história ao se tornar o primeiro jogador a marcar gols em 5 mundiais, jantei. Comprei um sanduiche de frango com uma Coca-Cola (não tinha suco natural, apenas de caixinha) paguei 30 catari (algo em torno de (R$ 40), só depois percebi que tinha um arroz com frango. Vacilei. Em seguida, fui para o Estádio.

Na tribuna de imprensa, fiquei ao lado do querido Victor Pereira e de Júlio Gomes (da CNN e do UOL). Jogo da Seleção em Copa é sempre emocionante. Desde a entrada dos atletas para o aquecimento. E quando o hino é tocado aí a emoção extravasa.

O jogo foi daquele jeito como tem de ser uma estreia. Início nervoso, mas depois, Richarlison desequilibrou, quase derrubou o estádio com aquele golaço no 2º gol e foi uma festa impressionante da esmagadora torcida brasileira, que lotou o Lusail. Aliás, mais de 88 mil pessoas presentes.

Após o jogo, matéria pro Blog e vídeo para as redes sociais e em seguida corri para a zona mista. Parecia um formigueiro de tanto jornalista. Abarrotada. Impressionante. Devia ter umas 70 pessoas esperando os jogadores.

Antony, Danilo e Alex Sandro foram os primeiros a passar. Todos nós aguardando, claro, Richarlison e também Neymar ou o médico da Seleção para falar sobre o camisa 10, que saiu de campo chorando.

Havia televisores na zona mista e estávamos esperando pra ver se o médico iria para coletiva do Tite. Pedimos para os funcionários aumentarem o volume e acompanhamos o relato sobre a situação do Neymar.

Em seguida, passaram Thiago Silva, Alisson, Vinicius Júnior, Gabriel Jesus, que foram os que falaram conosco, o restante não quis parar para conversar com ninguém. Neymar passou mancando e já imaginava que não iria falar.

Depois de muito tempo esperando Richarlison, fomos informado que o atacante foi para o exame de doping e em seguida passou pela coletiva, pois tinha sido escolhido o melhor da partida e não iria passar pela zona mista.

Frustração para todos, hora de recolher os equipamentos e ir para o ponto de ônibus para voltar ao Centro de Mídia. Eram 2h da manhã. O metrô fechava às 3h. Mas como não havia mais engarrafamento, o trajeto foi rápido. Cheguei ao metrô às 2h50. UFA!

Ao chegar ao hotel, rápida passagem no mercadinho para comprar um suco e um pãozinho, em seguida, uma live no Instagram, em seguida falar com a família e, completamente exausto, dormir. Nesta sexta-feira, 5º dia, tem muito mais e com uma celebração especial em homenagem ao Maradona, além do jogo Inglaterra x EUA.