Esta publicação só é possível graças a todos aqueles que acreditaram neste projeto

7º Dia em Doha e certamente será inesquecível. Desde o momento em que comecei esse projeto em fevereiro de de 2021, o Blog do Kempes passou por muitas tribulações, muitas dificuldades, mas valeu a pena.

Se não bastasse ser o único jornalista cearense credenciado na Copa do Mundo, eu ainda consegui fazer uma pergunta na entrevista coletiva oficial da Fifa ao treinador da Seleção Brasileira. Isso é algo que eu nem consigo descrever com palavras.

Estar no meio dos gigantes da comunicação mundial e nacional: CNN, Al Jazera, Rai, ESPN, Globo, Sportv, Band, SBT, Rádio Jovem Pan, Rádio Gaúcha, Folha de São Paulo, Estadão, UOL, Terra… E mesmo assim ter o privilégio de me apresentar e ainda citar o nome do meu Blog para perguntar ao treinador da Seleção me deixou bastante emocionado.

Quando o dia começou, a ideia sempre foi acompanhar a coletiva, como ocorreu na entrevista anterior para o jogo contra a Sérvia. Eu tinha consciência que levantar a mão no meio de centenas de jornalistas seria chover no molhado.

Cheguei ao Centro de Mídia por volta das 11h, gravei alguns vídeos para as redes sociais, depois fui almoçar. A coletiva estava marcada para as 14h. Quando cheguei ao auditório ainda não estava lotado. Falei rapidamente com alguns colegas e vi o assessor da Fifa, disse a ele pra lembrar de mim (como descrevi no Dia 03) e que queria perguntar ao Tite e não ao Marquinhos. Assim, não precisaria se preocupar comigo no início.

Claro que você fica na apreensão de saber se realmente ele vai atender ao meu pedido. Durante a entrevista, dezenas, e olhe se não foram centenas, levantaram a mão e eu lá levantando a minha. Quando a coletiva já se encaminhava para o final, eis que justamente na última pergunta, sou avisado. O coração batia forte e deu tudo certo.

Por isso, meus sinceros agradecimentos a todos que de alguma forma me ajudaram a conquistar algo imensurável e incalculável para meu trabalho. Sejam seguidores, leitores, amigos, patrocinadores, mecenas e familiares. Graças a vocês uma mídia independente de Fortaleza teve espaço numa coletiva oficial da Fifa durante a Copa do Mundo.

Realizado o sonho, o trabalho não para. Após a coletiva, correria para pegar o ônibus, que levaria os jornalistas ao treino da Seleção. Só 15min de imagens seriam feitas. Durante o percurso, vi a repercussão da coletiva e já comecei a fazer matéria.

Chegando ao Estádio Grand Hamad, fila para entrar e logo depois do raio x, e um dos privilégios de estar numa Copa do Mundo, encontro Galvão Bueno caminhando até o gramado. Gente como a gente. Iria fazer a passagem para o Jornal Nacional.

Depois dos 15min de imagens liberadas, fomos convidados a nos retirar e saímos para a sala de imprensa. Como era treino oficial da Fifa, havia refrigerante e biscoitos (bem gostosos). Rapidamente peguei 2, 1 Coca-Cola e comecei a escrever minhas matérias.

Só que fui surpreendido por um colega jornalista da Fifa, que queria fazer uma matéria para as redes sociais da entidade sobre a história do meu nome. Eu disse logo: e a HONRA?

Em seguida, correria para pegar o ônibus de volta ao Centro de Mídia. Pensei que daria certo fazer alguma matéria no percurso, mas o wifi não estava bom. Aí, foi o jeito esperar e fazer na chegada. Material feito, hora de jantar para depois ir ao jogo Espanha x Alemanha.

Lembrei que havia ganho 1 cupom com 1 lanche grátis no McCafé. Olha as coisas melhorando. Fui lá, peguei 1 sanduiche e 1 suco e acabou sendo minha janta. Mais correria, porque o último ônibus para o Estádio Al Bayt (o mais longe de todos) sairia às 19h55. Ainda bem que cheguei em cima e embarquei.

Chegamos ao Estádio às 21h35. Engarrafamento gigante e acho que o motorista se perdeu, porque ele fez uma volta grande e entrou em locais que creio que não eram para ônibus. Mas enfim, correria para subir. Pedido para gravar uma passagem para o TVC Esporte Clube, faço e fui para o meu lugar.

O Al Bayt é lindo demais, queria aproveitar para tirar umas fotos, mas não daria tempo, se não perderia o início (como foi em Inglaterra x EUA, quando só cheguei quase no intervalo). Muito lotado. Vários colegas estrangeiros sem saber onde era o local. Acabei levando uma topada daquelas de cinema. Quase bato os peitos no chão de tão forte que foi. Mas a turma é solidária, ajudou a me levantar e deu tudo certo.

Jogo muito bom, Espanha deu mole, se acomodou com o placar e a Alemanha aproveitou para empatar. Na volta, já dentro do ônibus (lotado) concedi o assento ao lado (onde estava minha mochila) a um alemão. O jornalista abriu o notebook e começou a escrever a matéria do jogo (em inglês). Legal foi que alguém começou a colocar os gols do Messi e o barulho era muito alto. O alemão olhou pra trás, resmungou e falou alguma coisa (olhando pra tela do laptop) que nem tenho ideia o que foi, mas creio que não foram elogios.

Já no hotel, depois de ter pego o metrô, conversei com meus familiares, o cansaço bateu forte mesmo e sono chegou. Recuperar as energias porque nesta segunda-feira tem Brasil em campo e vai ser daquele jeito.