Esta publicação só é possível graças a todos aqueles que acreditaram neste projeto

24º Dia em Doha e essa quarta-feira comprovou que ir ao Estádio Al Bayt foi um dos grandes desafios nesta jornada no Qatar. Ainda bem que eu já havia me preparado psicologicamente (rsrsrs). Não houve uma partida, das 4 que eu fui, em que não acontecesse alguma tribulação.

Antes, obviamente, eu fui ao Centro de Mídia principal (CMF) para ir ao jogo da França contra Marrocos, lá no bendito estádio, a melhor forma é via ônibus, que sai justamente do CMF. Com a eliminação do Brasil, as notícias da Seleção praticamente não existem (a maioria são mais especulativas do que informativas ou opinativas). E com toda a delegação já em solo nacional, não há muito o que fazer.

Mesmo assim, passei o dia tentando buscar algo para alimentar o Blog. Já havia feito a matéria do jogo da Argentina, em que bateu brilhantemente a Croácia, algoz brasileira. Agora, a não ser que apareça algo fora do comum, a ideia, então, é seguir aqui produzindo este Diário de Bordo até a próxima segunda-feira, 19, quando viajo no final da noite.

No CMF, reencontrei alguns colegas, sem coletiva de imprensa, sem nenhum evento agendado, o jeito foi cascatear a internet para buscar informações. O querido Jorge Luiz Rodrigues, assessor da Conmebol, passou e avisou que haveria outras barreiras próximas ao Al Bayt para impedir a circulação de pessoas sem ingressos. E recomendou que eu e outros colegas fossemos o mais cedo possível para evitar contratempos.

Então, eu já sabia o que estava por vir. No CMF, uma ótima conversa com o querido Fernando Valeika, um dos gigantes da nossa crônica. sobre a Índia, onde ele morou por 7 meses. Papo super agradável e com muitas histórias. Em seguida, foi a vez dos queridos Samir Melo e do próprio Jorge Luiz falarem sobre Londres. Ambos moraram na Capital inglesa.

O querido Jorge, então, partiu para o Al Bayt. Eu fui jantar. E acabei pegando o penúltimo ônibus para o Estádio junto com o Samir e quem apareceu também foi Walter Casagrande Jr. Meus amigos, o percurso que dura no máximo 70 minutos, durou quase 2 horas. Saímos às 7h45 e chegamos às 9h35. O engarrafamento estava gigante. Foi uma correria sem tamanho pra chegar a tempo.

Sentei no meu lugar na tribuna de imprensa, os times estavam começando a entrar em campo e o hino já iria começar. Foi sufoco, mas bem diferente das outras vezes, quando no jogo da Inglaterra contra os EUA, cheguei no momento em que o árbitro apitou o final do 1º tempo.

A atmosfera do estádio foi algo arrebatador. Os marroquinos tomaram o estádio, creio que 95% eram deles. Achei até maior do que a festa dos argentinos nos jogos anteriores. Fiquei ao lado do Fernando Valeika e da repórter Victória Damasceno. De onde estava e fazendo um esforço, ainda consegui ver e tirar uma foto do inglês David Beckham.

No jogo, Marrocos bem que tentou, se esforçou, mas a qualidade técnica francesa, a falta de efetividade do ataque marroquino e ainda com Mbappé aparecendo foram fundamentais para a França vencer e chegar à final, pela segunda vez consecutiva.

Ao final, todo o estádio aplaudiu o empenho e a campanha histórica da Seleção de Marrocos. Foi algo impressionante. A grande surpresa da Copa e que deve deixar um legado incrível para toda as nações africanas.

Depois, fui para a zona mista. No entanto, vi o Fernando Valeika sem acesso. Como ele fala muito bem inglês e espanhol e precisava fazer umas sonoras para a Rádio Eldorado (em SP), obviamente, dei o meu ingresso. Eu não tinha mais interesse jornalístico na zona mista, era muito mais por curiosidade e obrigação.

Em seguida, fui pegar o ônibus de volta, dessa vez, sem dificuldades. Chegada ao CMF, depois metrô, e, e ufa cheguei ao hotel por volta das 2h30. Conversa com os familiares e o sono chegou. A quinta-feira, sem jogos, sem coletivas e sem treinamento aberto à imprensa, vai ser de folga para este cearense conhecer um pouco mais de Doha.