
Já são mais de 4 meses que a Seleção Brasileira não tem treinador. A busca do atual Presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, por um técnico estrangeiro, mas especificamente, Carlo Ancelotti, ultrapassa os limites do bom senso e demonstra o tamanho da humilhação que o futebol brasileiro vive.
Você pode até discordar que Dorival Júnior, Mano Menezes, Rogério Ceni, Abel Ferreira ou Jorge Jesus não deva ser o técnico da Seleção Pentacampeã, mas deixar o Brasil à mercê do treinador italiano, que não dá garantias de que vai colocar o futebol nacional nos eixos e nem ganhar o Hexa em 2026, é injustificável.
Pela 2ª vez, Ancelotti declarou publicamente que vai cumprir o contrato com o Real Madrid até 2024. E por mais que a CBF entenda que Seleção necessite de um comandante estrangeiro e vitorioso (apesar de não concordar), é constrangedor para não dizer humilhante à espera e ver o italiano fazer desdém do Brasil.
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Se não houvesse nenhum outro no mercado, se realmente houvesse a certeza de que Ancelotti mudasse o futebol brasileiro, aí sim. Mas dessa forma, é muita submissão chegar a esse ponto.
O futebol brasileiro precisa de mudanças em vários setores, não apenas de um novo comando técnico na Seleção, mas enquanto a CBF mantiver essa “ideologia”, vamos padecer da pior maneira possível.
Aos que acreditam que a Seleção já está classificada para o Mundial e que tanto faz ter ou não treinador durante as eliminatórias e o que vale mesmo é na Copa do Mundo, serão os mesmos que vão criticar a CBF por não ter contratado 1 técnico antes, caso o Hexa não seja conquistado.

Ou se começa um trabalho cedo, observando um País continental enorme como o Brasil, analisando jogadores em todo o Planeta, fugindo de empresários e puxa sacos e patrocinadores, ou será mais um ciclo fadado ao fracasso.
A famigerada “mentalidade vencedora” parece que ainda não desembarcou na CBF e pelo jeito só vai chegar se houver uma nova derrota, mas dessa vez dentro e fora das quatro linhas.
