Seleção de Carlo Ancelotti ficou no 1×1 contra a Austrália em Townsville. Fotos: Rafael Ribeiro/CBF

O tal famigerado início de um novo “ciclo” da Seleção Brasileira começou da mesma forma que terminou a Copa do Mundo dos EUA:

Sem qualidade e com decepção.

Esse empate por 1×1 contra a Austrália, com o gol marcado por Rayan, no último minuto, expõe a incompetência da comissão técnica e a fragilidade do elenco nacional.

Mas os defensores do treinador italiano e do novo “ciclo” vão pedir paciência e calma para o “míster” trabalhar. Até porque a Copa de 2030 só vai acontecer daqui a 4 anos.

Ou seja, o filme vai ser repetido como foi, após 2022, quando Ramon Menezes esteve à frente da Seleção e perdeu, por 2×1, para Marrocos, no primeiro jogo do novo “ciclo”.

E olhe que era Marrocos, 4ª colocada na Copa do Mundo do Qatar.

Só que agora, diante da fraquíssima Austrália, não só arrancar o empate no último minuto, mas a atuação do Brasil foi desencorajadora.

A verdade é qie a Seleção Brasileira não empolga e nem possui qualidade.

Por haver em campo estrelas do Real Madrid, Barcelona, Arsenal, PSG… há um certo receio de criticar os atletas.

O problema é que eles brilham nos clubes, mas não passam de jogadores comuns na Seleção.

E pra completar, ainda pegam um treinador, que foi excelente em clubes, mas já mostrou que é muito fraco na Seleção.

Ou você acha que se é um treinador brasileiro que tivesse essa mesma campanha, esses mesmos números do Ancelotti, ele ainda comandava a Seleção?

Já teria sido demitido e defenestrado, como fizeram com o Sebastião Lazaroni em 1990.

Ainda se não bastasse, a cúpula da CBF, apesar de fazer vários avanços significativos na ideia de fomentar o futebol brasileiro, está completamente fora de sintonia com o torcedor.

A prova é começar o famigerado novo “ciclo” com 3 amistosos longe do Brasil, contra adversários fraquíssimos e nem sequer mostrar um futebol razoável no 1º.

Faltam mudanças significativas e essenciais para aproximar a seleção do povo.

Há excesso de zelo com a comissão técnica estrangeira e com atletas que jogam fora.

O pior é que não há a curto prazo qualquer sinalização de mudança.

Pelo contrário, o novo “ciclo” é de total respaldo à comissão técnica, aos jogadores de fora/experientes e àquela conversa de dar mais oportunidades a jovens talentos.

E esses jovens talentos é que vão levar as lapadas pelos “veteranos” não jogarem nada. A paciência com os novatos vai ser a menor possível.

E jogos no Brasil? Nem sinal.