Foram 3 meses, vários jogos, algumas derrotas e até uma certa saudade bandida, mas enfim parece que o Fortaleza conseguiu se livrar do fantasma do ex-treinador Rogério Ceni, que rondava o clube, desde a sua saída no início de novembro.

O time estava em queda livre, não conseguia render em campo, perdia até pênaltis e ainda via os principais concorrentes subirem na tabela. Para completar havia duas decisões consideradas chaves no destino do clube: Coritiba e Vasco.

Não deu outra. A tal mística das camisas tricolores ressurgiu, espantou a má fase e com muita segurança e, principalmente, jogando bem ganhou as duas decisões marcando 3 gols em cada um dos jogos. E poderia ter feito mais.

Se não bastasse, o Fortaleza ainda viu “nascerem” dois jovens que estavam no banco virarem protagonistas: Igor Torres e Luiz Henrique. Ambos atuaram de forma madura e com muita determinação e talento. Fizeram a diferença ao lado de alguns companheiros experientes (David, Wellington Paulista, Paulão) e com isso o Tricolor saiu da Zona de Rebaixamento, do medo de uma queda para até sonhar com vaga na Sul-Americana.

Nesta quarta-feira, 10, no Castelão, o Vasco, do tarimbado Vanderlei Luxemburgo, não foi páreo para os comandados de Enderson Moreira, que voltou ao banco de reservas, após se recuperar da Covid. Uma atuação daquelas que se fosse com Rogério Ceni, era pra exaltar a fama do ex-treinador.

Fortaleza mostrou que há vida, sim, e com qualidade, gols e vitórias sem o atual técnico do Flamengo. E se forçar um pouquinho mais, dá para conquistar muito mais.

📸 Bruno Oliveira/FEC

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