O time do Ceará foi enfrentar o ABC, na Capital potiguar, na estreia na Copa do Nordeste. Um voo direto Fortaleza – Natal não passa de 60min de duração. Mas a delegação do time cearense precisou ir até Salvador, fazer conexão, e quatro horas depois chegar em solo potiguar. Na volta pra casa, conexão em Recife e só três horas após o embarque chegou em Fortaleza.

Agora, o time alvinegro vai novamente enfrentar outra peregrinação nos aeroportos para enfrentar o Altos, também pela Copa do Nordeste. A viagem para Teresina é às 19h15, mas a delegação vai precisar fazer conexão em Recife. Duas horas depois, outro embarque e chegada prevista na Capital piauiense somente meia-noite e quarenta.

Situação semelhante vive o Fortaleza. O time tricolor vai viajar próxima semana para Caxias do Sul, no interior do Rio Grande Do Sul, onde encara o Caxias, no dia 17, quarta-feira, na estreia na Copa do Brasil. Encontrar um trajeto que leve a delegação tricolor da Capital cearense para chegar no mesmo dia até o local da partida, ta difícil.

No melhor cenário, embarca por volta das 15h, faz uma conexão em São Paulo de uma hora e meia e desembarca em Porto Alegre, perto das 22h. Depois, ainda pega um ônibus e só chega após a meia-noite em Caxias do Sul.

O problema é um só: a Pandemia. A Gol, que é a parceira da CBF nas viagens dos clubes em competições organizadas pela entidade (como Copa do Nordeste e Copa do Brasil), reduziu sua frota em várias cidades do País. Uma das regiões mais atingidas foi justamente a Nordeste.

Não bastasse a maratona de jogos às quartas e aos fins de semana, sem o incentivo do torcedor, além de treinos quase que diários, as longas viagens ainda maltratam e desgastam o mundo do futebol, que também padece com a pandemia.