– Antes de a partida começar, os goleiros do Fortaleza entraram primeiro para o aquecimento. Marcelo Boeck lá da área viu o goleiro do Treze/PB, Jeferson, entrar e gritou: “Tu não vai falar com o teu Pai aqui, não? Ei, ei! Tu não vai vir falar com o teu Pai?”, O camisa 1 do time paraibano foi lá no outro lado do campo e falou com todo o grupo em especial com o preparador Aylton Serafim.

– O treinador do Treze, Marcelinho Paraíba, recebeu os cumprimentos de vários funcionários do Fortaleza. Em especial, do roupeiro Sexta-feira. A resenha, antes da bola rolar, foi rápida, mas com muitos sorrisos. O ex-jogador atuou no Fortaleza em 2014.

– Aliás, Marcelinho Paraíba merecia até um post separado. Pra começar, ele apareceu com uma camisa branca de manga longa. O árbitro pediu pra ele vestir um colete. Mas o treinador do Treze não gostou, tirou ambas as vestimentas e acabou usando uma camisa de viagem do clube.

– Todos os atletas, funcionários, membros da comissão técnica e até Marcelinho Paraíba ficaram lado a lado abraçados no momento em que o árbitro pediu um minuto de silêncio, antes de o jogo começar.

– O Presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, assistiu ao início da partida próximo ao novo diretor de futebol do clube, Alex Santiago. Na primeira fileira de cima no setor Premium. Um pouco mais afastados, mas na mesma fileira estavam o executivo de futebol, Sérgio Papelim e o médico Cláudio Maurício. Na segunda fileira mais distante ficou o ex-diretor de futebol e atual assessor da presidência, Daniel de Paula Pessoa. E cerca de cinco fileiras abaixo estavam o supervisor Júlio Manso e o gerente administrativo Carlos Bonfim.

– Com 5min de bola rolando, um membro da comissão técnica do Treze já foi lavar as mãos com álcool, no toten ao lado do banco.

– O Doutor Glay Maranhão, do Fortaleza, usava luvas azuis. Diferentemente da médica convidada pelo Treze, Larissa Meireles, que usava luvas dar cor bege.

– Para buscar as bolas no setor inferior atrás dos gols, os gandulas precisaram pular os portões de acesso. Todos estavam trancados.

– Dos dois telões disponíveis na Arena Castelão, apenas um funcionou. Além de mostrar o placar, exibia também o tempo de jogo. Infelizmente, em vários momentos, a tela ficou escura e depois exibia a seguinte frase: continuar, parar ou pausar.

– Três pessoas da comissão técnica, no banco do Treze, não se aquietavam. Gritavam o tempo todo, baixavam a máscara, ficavam em pé. O quarto árbitro teve muito trabalho e chegou a ameaçá-los de expulsão, caso eles não ficassem sentados no banco. Não demorava 3 minutos e o trio continuava com a gritaria.

– Aliás, gritaria é o ponto forte do Treze. Da turma que estava no banco de reservas até os dirigentes que estavam no setor Premium, a voz alta e forte de todos reclamando da arbitragem ou tentando orientar os atletas em campo durou praticamente o jogo todo.

– Enquanto isso, os dirigentes e estafe do Fortaleza presentes ficaram praticamente calados até o gol levado aos 33min do 1º tempo. Depois disso, acordaram. E o que se viu foi quase uma competição de quem gritava mais e quem reclamava mais da arbitragem, que não agradou a nenhum dos dois times.

– O primeiro a gritar pelo lado do Fortaleza foi o supervisor Júlio Manso, ao ouvir os paraibanos reclamarem de uma falta, o dirigente leonino gritou pedindo ao árbitro cartão para o defensor do Treze.

– Após sofrer o gol, o primeiro nesta Copa do Nordeste, o goleiro Felipe Alves percebeu o zagueiro Marlon, do Treze, se contorcendo de dor ao lado da trave e quis dar uma garrafa d’água para o companheiro, mas ele recusou, se levantou um pouco depois e em seguida voltou para o campo defensivo.

 – Por sinal, o gol sofrido não provocou nenhuma reação dos dirigentes tricolores. Já o volante Éderson correu para o banco para trocar as chuteiras.

– Ao lado da mascote Stella, Juba (outro mascote do clube) tentava de todo jeito animar o time tricolor. Batia palmas, levantava os braços, fazia gestos, que lembravam coreografias das torcidas e claro também gritava um bocado.

– Aliás, Juba e Stella demoraram em voltar para o segundo tempo. Somente com 5min da etapa final é que retornaram para as suas respectivas posições, no setor inferior, atrás do gol, à direita das cabines de imprensa.

– Com 44 minutos do 1º Tempo, a turma do Treze já pedia para o árbitro apitar o fim da etapa.

– Marcelinho Paraíba foi o primeiro a ir para os vestiários no intervalo. Saiu indignado dizendo poucas e boas com o setor defensivo do seu time que não segurava e nem tocava a bola.

– Ao sair para o intervalo, os árbitros encontraram com os policiais na boca do túnel e fizeram questão de dizerem obrigado aos PMs pela escolta até os vestiários.

– No intervalo, Carlinhos, Luiz Henrique, Robson e David foram para os vestiários, mas todos voltaram para o campo para ficarem na resenha e tocando bola com os outros jogadores. 5 minutos depois, Carlinhos foi chamado de volta aos vestiários e acabou entrando de saída junto com Juninho.

– Com exceção dos goleiros, que sempre voltam um pouco antes do que todos os outros jogadores, Juninho, pelo lado do Fortaleza, e Bruce, pelo lado do Treze, foram os primeiros a retornarem para o segundo tempo.

– Com 4 minutos de bola rolando na etapa complementar, os jogadores reservas do Fortaleza foram para o aquecimento. Um minuto depois, foi a vez dos atletas do Treze.

– As chuteiras dos jogadores do Fortaleza ficaram à frente do banco, caso algum deles quisesse trocar, como foi o caso do volante Ederson (a Adidas preta em separado).

– Depois de um primeiro tempo todo sentado, o vice-presidente do Fortaleza, Marcello Desidério, e o diretor de futebol, Alex Santiago, acompanharam a etapa final em pé. Sérgio Papelim também levantou algumas vezes.

– Já o Treinador Enderson Moreira, que foi expulso no jogo passado e por isso cumpriu suspensão automática e não pôde comandar o time do banco de reservas, estava nas cadeiras em frente a um dos camarotes do clube assistindo à partida. Por sinal, todas as vezes em que olhei para o treinador leonino, ele estava de máscara, sem colocar no queixo. Algo comum entre vários dirigentes e funcionários dos dois times.

– Enquanto isso, o substituto de Enderson, Luís Fernando Flores usou a mascara lá mesmo na borda do campo em alguns momentos, depois tirou de vez. Já Marcelinho Paraíba não usou nenhuma vez sequer.

– Um dos jogadores do Treze trocou as caneleiras e jogou no gramado, próximo à lateral. O atacante David, do Fortaleza, que iria entrar em campo, ajudou o massagista paraibano mostrando onde estava uma das protetoras da perna.

– Ao sair de campo, o meia Lucas Crispim passou pelo banco de reservas do Treze e foi parado por Marcelinho Paraíba, que o cumprimentou e tentou trocar algumas palavras com o meia leonino.

– Após a quinta substituição feita por Luiz Fernando, o zagueiro Juan Quintero foi o primeiro a deixar o local, onde os reservas se aqueciam. Enquanto o goleiro Marcelo Boeck se sentou nos degraus em frente a um dos portões de acesso ao setor inferior, tirou as chuteiras e ficou vendo o restante da partida.

– Boeck, por sinal, gritou muito, orientou os jogadores e, claro, reclamou bastante da arbitragem.

– Assim que o Fortaleza marcou o gol de empate, o volante Juninho correu para conversar com o auxiliar Luís Fernando. Marcelo Paz foi um dos poucos que permaneceu sentado ao lado de Sérgio Papelim, enquanto todos os outros tricolores ao lado se levantaram e vibraram bastante com o gol. Já Marcelinho Paraíba foi reclamar com o quarto árbitro.

– Os últimos 10 minutos de partida foram de muito alvoroço para todos os tricolores presentes (funcionários, dirigentes, membros da comissão técnica etc). Pareciam torcedores gritando, incentivando ou com palavrões, seja por um erro da arbitragem, seja por um chute errado do jogador, seja por uma jogada bem feita: Puta que pariu; vai tomar no cu; marca essa porra direito, caralho; cadê o amarelo, caralho; esse time faz cera demais, puta que pariu; não tomou isotônico, não, foi? Toca, porra; apita direito, porra; agora, toca; agora é gol, vai, chuta; pra cima, porra; aí não, aí não; meu Deus. Só seis minutos? Vamo, porra, vamo, caralho;

– Com o fim do jogo, David deu a camisa para o atacante Rogerinho, do Treze. O zagueiro João Paulo foi o primeiro a ir para os vestiários. Apesar da arbitragem questionada, todos os membros da comissão técnica dos dois times foram cumprimentar o quarteto.

– Após o término da partida, só Wellington Paulista restou do Fortaleza, que ganhou o prêmio de melhor jogador e ficou concedendo entrevista, no gramado, enquanto todo o elenco e comissão técnica do Treze se reuniu no campo e fez uma roda de agradecimento.