– Na entrada ao campo, às 21h25, o atacante Osvaldo, do Fortaleza, foi o primeiro a surgir do túnel, puxar a fila dos jogadores e ir para o banco de reservas. Em seguida, o time titular entrou no gramado liderado pelo lateral Tinga.

– O lateral-esquerdo Zé Mário, do Ypiranga, foi até o banco do Fortaleza para dar um abraço no treinador Enderson Moreira.

– Antes de a bola rolar, Tinga ficou conversando com o atacante Caprini, do Ypiranga. Enquanto o zagueiro Quintero e o atacante Wellington Paulista, ambos do Fortaleza, foram até o banco passar um spray nas coxas. O colombiano ainda ganhou uma rápida massagem.

– O árbitro Marcelo Henrique Lima fez um sinal de positivo para o técnico Enderson Moreira, que estava no banco de reservas, enquanto para o treinador do Ypiranga, Júnior Rocha, foi até a área técnica e o cumprimentou com um aperto de mão.

– O delegado da partida, Monteiro da Silva, foi ao banco de reserva de cada equipe e pediu que cada integrante dos times usassem a máscara de forma correta.

– Aliás, um quinteto do Fortaleza ficou sentado nas cadeiras ao lado do banco: Isaque, Gustavo Blanco, Felipe, Yago Pikachu e Osvaldo. O restante dos suplentes, todos nos assentos.

– O técnico do Fortaleza, Enderson Moreira, foi um capítulo a parte durante toda a partida. Daria para fazer essa coluna apenas com ele. Com apenas 4 minutos de campo, já estava altamente irritado. Em um erro de passe do time tricolor, ficou indignado, se virou para o lado e arremessou no chão o copo d’água que estava bebendo.

– Aliás, o comandante leonino com apenas 15 minutos de bola rolando, já havia bebido 3 copinhos de água e gritado muito com o time. Bem diferente das partidas anteriores, demonstrou uma exagerada irritação, se virou várias vezes para o banco de reservas para apontar algum erro ou falha da equipe.

– Em um determinado lance dentro da área do Fortaleza, em que a zaga não cortou a bola corretamente, Enderson se virou para os jogadores reservas e fez um gesto com o pé, reclamando da ação do seu zagueiro.

– Na primeira parada mais demorada para atender um jogador do Ypiranga no chão, o atacante Robson cruzou todo o campo e foi ao banco para beber um copo de água.

– O médico do Fortaleza Dr. Glay Maranhão usou luvas azuis. Enquanto todo o estafe do Ypiranga, massagista e médico, usou luvas pretas.

– O goleiro Deivity, do Ypiranga, foi um dos que mais gritou durante a partida. Orientou a marcação do seu time em diversos momentos. Uma das suas principais orientações era pedir para o time não cometer falta: “Sem falta, sem falta! Ele só vai tocar para trás!”.

– O atacante Quirino provocou um momento hilário durante o jogo. O camisa 9 do Ypiranga recebeu uma falta em que o defensor do Fortaleza pegou forte que até tirou a sua chuteira. O árbitro não marcou e deixou o lance seguir. Quirino pegou a chuteira e levou até o árbitro reserva, que mandou ele sair de campo. Mas o atacante reclamava (com a bola rolando do outro lado) e apontava para que o juiz parasse a partida. O camisa 9 tentou calçar a chuteira, mas não conseguiu desamarrar os cadarços. O massagista chegou com chuteiras novas, mas Quirino optou por apenas encaixar o calçado, se levantou e pediu permissão pra entrar em campo. Entrou e logo depois caiu no chão. O árbitro viu e parou o jogo. A gritaria foi enorme: “que é isso? É sacanagem! Tem de tomar amarelo. Que gaiatice é essa?”. o Juiz, contudo, apenas conversou com Quirino e pediu para ele sair de campo, o jogador mostrou a chuteira novamente, mas não teve jeito, saiu de campo, e precisou realmente trocar os calçados. Depois, voltou ao jogo.

– Durante uma parada mais longa para atendimento de um jogador do Ypiranga, os volantes Matheus Jussa e Éderson, o lateral Carlinhos e o atacante David foram até o banco do Fortaleza beber aquela água e receberam orientações do auxiliar Luís Fernando Flores e do técnico Enderson Moreira.

– Diferentemente de outros jogos, Juba e Stella, mascotes do Fortaleza, acompanharam a partida um pouco mais afastado do lugar tradicional onde ficam. Antes, eram praticamente de trás do gol, nas cadeiras inferiores. Dessa vez, ficaram um pouco mais à direita.

– Enquanto no setor premiu, onde ficam os dirigentes e todo o estafe do Fortaleza, o Presidente Marcelo Paz acompanhou a partida novamente ao lado do diretor de futebol Alex Santiago.

– Quem apareceu no Castelão e acompanhou a partida foi o Presidente da FCF, Mauro Carmélio. Antes do início da partida, foi até o campo, conversou com funcionários do Fortaleza e depois viu o jogo do setor premium, próximo ao estafe do Fortaleza.

– Bem diferente, mas muito diferente de jogos anteriores, dessa vez, todos os dirigentes e funcionários do Fortaleza, que acompanharam a partida, tiveram um comportamento sonoro tranquilo. Nada de gritos, a cada lateral, escanteio, tiro de meta ou falta marcados pelo árbitro. Raros gritos de incentivos, raríssimos gritos lamentando algum erro do juiz. Eu e outros colegas da imprensa que acompanhamos o jogo até conversamos sobre o tema e nos questionamos para saber o que houve.

– Porém, logo após o gol do Yago Pikachu, aos 33min do 2º tempo, a gritaria tradicional de todos os tricolores, voltou normalmente e foi até o fim. O auge foi nos 7 minutos finais de acréscimos da partida

– Ao fim do 1º tempo, um clima de tensão claramente estava no ar. Jogadores e comissão técnica do Fortaleza saíram cabisbaixos e alguns rapidamente foram para os vestiários.

– Os jogadores reservas do Fortaleza ficaram no campo durante o intervalo, os do Ypiranga foram para os vestiários. Pouco depois, Lucas Crispim e Isaque foram chamados por um funcionário e correram para os vestiários. Ambos entraram logo de cara no 2º tempo.

– Com 3 minutos de etapa complementar, os jogadores reservas do Ypiranga foram para o aquecimento. Os do Fortaleza demoraram um pouco mais e foram para o aquecimento atrás das placas de publicidade com 7 minutos.

– Com 4 minutos de 2º tempo, o atacante Robson deu aquela passada no banco para pegar um copinho de água. Logo depois vieram Tinga e até o zagueiro Quintero apareceram para beber água e conversar com o técnico Enderson Moreira.

– Na primeira etapa, os gritos do treinador do Fortaleza não surtiram muito efeito, e o time pareceu bastante fora de sintonia. Mas no 2º tempo, a cada grito de Enderson Moreira (aperta, aperta; vamo, vamo, porra; em cima, em cima;) parecia que os jogadores, enfim, tinham “acordado”. A pegada era um pouco mais forte e a mudança foi visível. Só o técnico leonino, que seguiu do mesmo jeito, bastante irritado, nervoso, conversando com os jogadores reservas, levando as mãos a cabeça, conversando com o auxiliar e bebendo bastante água.

– O auxiliar Luís Fernando Flores, do Fortaleza, era outro que na segunda etapa também estava bem nervoso. Ele tirava a máscara, segurava, depois colocava, deixava no queixo, se escorava no banco de reservas, baixava e balançava a cabeça negativamente a cada erro.

– Depois de um choque de cabeça, o meia Clayton precisou de atendimento médico fora do campo. Foi substituído, mas precisou chamar a ambulância. A missão ficou para um dos gandulas, que estava próximo ao banco do time gaúcho. O rapaz correu desesperadamente até o outro lado do campo, onde estava o socorro do corpo de bombeiros, mas foi avisado de que teria de ser o da Unimed. Então, deu mais uma corrida até o outro lado do campo para, enfim, os socorristas dirigirem a ambulância por dentro do gramado e levarem o jogador do time gaúcho para o hospital. Clayton estava bem, consciente. O atendimento é um protocolo padrão em casos de choque de cabeça.

– Aliás, enalteço aqui o trabalho dos médicos dos clubes nesse tipo de atendimento. Independentemente de qual clube ou adversário, os profissionais da saúde se movimentam por todos os lados para ajudar e auxiliar o colega no atendimento ao jogador. No caso de ontem, o médico do Fortaleza, Dr. Glay Maranhão, foi por diversas vezes conversar com o médico do Ypiranga, Dr. César Wagner. Mesmo depois da ida do jogador ao hospital, ambos seguiam conversando. Já o chefe do departamento médico do Fortaleza, Dr. Cláudio Maurício, que estava no setor Premium vendo o jogo, desceu e foi até próximo ao banco para saber se estava tudo bem. Quando voltou para o local, confirmou que o jogador Clayton estava consciente.

– No momento desse atendimento, em que o jogo ficou paralisado, o goleiro Felipe Alves, do Fortaleza, foi até o banco de reservas do Ypiranga e conversou por um bom tempo com o treinador Júnior Rocha. Ao se despedirem, um abraço fraterno.

–  Já vi diversos jogadores em campo e fora agirem como torcedores. Ontem, foi a vez de perceber isso no atacante Osvaldo. O camisa 11 tricolor foi para o aquecimento atrás das placas de publicidade, mas a cada exercício, o olhar se voltava para o gramado. E a cada lance do Fortaleza, era um gesto diferente. Olhava para o céu, juntava as palmas das mãos, baixava e balançava a cabeça, incentivava, parava, assistia ao jogo, lamentava um erro, refletia… Enfim, o típico torcedor de arquibancada vendo a partida.

– No momento da cobrança de Yago Pikachu, o goleiro Marcelo Boeck correu para atrás da trave e celebrou o gol antes de a bola entrar. Aliás, a celebração do tento marcado foi efusivamente (justo, claro) enorme dentro, fora do campo e no setor Premium. Parecia que o grito estava preso há bastante tempo.

– Enderson Moreira cumprimentou cada jogador que passou pelo banco, após o gol. Yago Pikachu, claro, foi o mais festejado. Em seguida, o camisa 22 tricolor já sozinho, levantou as mãos para o céu e agradeceu.

– Aliás, nada de Pikachu. Os gritos de celebração eram todos para Yago. Parece que o apelido ficou para depois entre os tricolores.

– No momento da entrada do centroavante Coutinho, do Fortaleza, o auxiliar Luís Fernando percebeu o zagueiro Quintero passando a mão na coxa (antes ele havia cortado uma bola e precisou alongar). Mas o defensor colombiano fez gestos com a mão dizendo que tava tudo bem, dava pra aguentar até o fim e a substituição poderia ser feita.

– No finalzinho, no lance desperdiçado por Isaque e David, praticamente dentro da pequena área, que poderia ter definido a partida de forma antecipada, o desespero dos jogadores reservas e da turma nas cadeiras do setor Premiu impressionou. A sensação que ficou foi de que: “quem não faz leva”. Mas para você ver, como não tem nada a ver uma coisa com a outra, pelo menos ontem.

– Após as cinco substituições do Fortaleza, todos os jogadores reservas do Fortaleza voltaram para o banco. Menos o atacante Osvaldo e o lateral Daniel Guedes. Somente nos acréscimos ambos retornaram.

– O goleiro Marcelo Boeck preferiu ficar de pé no banco de reservas para ver o finalzinho da partida.

– Sem público, o Fortaleza teve um prejuízo registrado no borderô da partida de R$ 31.993,65.

📸 Kely Pereira/AGIF

📸 🎥 Mário Kempes

PS: Na entrevista coletiva pós-jogo, o técnico Enderson Moreira informou que o dia havia sido muito difícil, devido à morte da sua sogra, Dona Ilda, por covid. O treinador tricolor revelou que ela era como uma segunda mãe pra ele.

PS: Meus mais sinceros sentimentos ao Professor Enderson.