O técnico Guto Ferreira ao entrar em campo fez questão de ir ao banco do time do Grêmio e falar com os auxiliares do treinador Tiago Nunes, que, gripado, não pôde acompanhar a equipe em Fortaleza.

O jovem atacante gremista Léo Chu, que ano passado foi um dos destaques do Ceará, no Brasileirão, antes de a bola rolar no Castelão, cumprimentou os ex-companheiros, foi saudado e abraçado pelos alvinegros.

Na comemoração do segundo gol do Ceará, o atacante Saulo acabou exagerando na celebração. Ele correu e deu um salto para comemorar com os companheiros. Só que a turma não conseguiu segurá-lo e ele caiu no chão, alguns se preocuparam, mas foi apenas um susto e logo depois a gaitada do camisa 73 ecoou.

Mesmo com os bancos de reservas reformados e sem nenhum fiscal para barrar, 3 jogadores do Ceará, Marlon, Charles e Klauss, optaram por sentar em cadeiras ao lado do banco e acompanhar a partida.

As primeiras palmas só saíram aos 20 minutos. Em um chute cruzado do meia Jorginho, do Ceará. Aliás, a turma do setor Premium levou um puxou de orelha do árbitro, logo em seguida, por reclamarem efusivamente com a não marcação de um pênalti. Sávio Pereira pediu ao 4º árbitro para ficar de olho na galera e relatar qualquer anormalidade.

Com 22 minutos, dois jogadores do Ceará, o goleiro João Ricardo e o lateral Buiú, já haviam gritado para técnico Guto Ferreira e para o auxiliar Alexandre Faganello que havia erros de posicionamento do setor defensivo.

Num lance no meio de campo em que o meia Jorginho, do Ceará, deixou a bola para o companheiro, Cleber, que também havia deixado pro meio-campista, o técnico Guto Ferreira ficou indignado. Virou para o banco, soltou um palavrão e bateu o pé com força no chão.

Pedro Naressi foi um dos que mais aproveitaram a molecagem nas comemorações dos dois gols do time alvinegro na primeira etapa. Antes de Cléber e Rick correrem para o banco de reservas, o volante alvinegro disparou para se encontrar com os companheiros, celebrar o gol e também começar as brincadeiras de bater na cabeça dos outros.

O goleiro João Ricardo até o momento em que ficou em campo (saiu machucado com uma suspeita de fratura na mão) era o líder do time alvinegro. Gritava efusivamente com os companheiros. Se não bastasse, também incentivava e orientava bastante os mais novos. Em um lance em que Buiú foi argumentar um empurrão do adversário, o camisa 1 do Ceará gritou: “Deixa ele, Buiú. Pega a bola. Vamo jogar”.

Assim que o segundo tempo começou, os jogadores do Ceará foram logo para o aquecimento atrás das placas de publicidade. Os jogadores do Grêmio só foram com oito minutos de bola rolando.

A cada gol marcado pelo time do Ceará, os alto-falantes do Castelão soltavam os gritos da torcida Cearamor. Quando um jogador saía, as palmas eram reproduzidas. Mas somente por um pequeno período na etapa inicial, os cânticos da organizada foram ouvidos. Na etapa final, apenas silêncio.

Em uma marcação de falta do outro lado do campo, os jogadores do Ceará, que estavam no aquecimento próximo à bandeirinha de escanteio, foram cobrar o assistente nº 1. Este olhou pra eles e meio que perguntou: “não é comigo. É com o outro assistente”.

No pênalti marcado erradamente pelo árbitro, que depois anulou com a ajuda do VAR, o clima de tensão era enorme. Guto gritou alto: “Ele queria passar por cima? Não foi pênalti”. Faganello, indignado, com a marcação, deu um murro com força no teto do banco, onde ficava o delegado da partida. Depois de anular o lance, jogadores do Ceará e a turma do setor Premium gritavam para o árbitro aplicar o cartão amarelo no lateral Cortês, do Grêmio, que cavou a infração.

Na hora do atacante Saulo sair, Faganello gritou para o volante Oliveira saber qual era o número da camisa do atacante. Saulo tava no chão, mas Oliveira mesmo assim conseguiu ver e gritou: 73. Só então, auxiliar preencheu o papelzinho e entregou ao 4º árbitro para formalizar a substituição.

Ao sair de campo, Rick foi cumprimentar os companheiros no banco, o médico, massagista e o auxiliar técnico. Já o técnico Guto, que estava do outro lado, fez questão de ir em direção ao jovem atacante e também o saudar e cumprimentá-lo pela exibição.

Enquanto aguardavam o VAR confirmar ou não o gol da vitória, marcado pelo meia Jorginho, os jogadores reservas do Ceará perguntavam para a turma do Setor Premium se havia impedido. Mesmo sem a confirmação, todos os alvinegros gritavam dizendo que havia sido gol. Depois de o árbitro ratificar, a festa foi enorme.

A partida rendeu um prejuízo financeiro para o Ceará no valor de R$ 53.081,59.

📸 Felipe Santos/Cearasc