Dirigentes de Ceará e Fortaleza seguem a risca a máxima de que a rivalidade centenária entre ambos é apenas dentro do campo. Fora das quatro linhas, alvinegros e tricolores estão cada vez mais unidos em busca de algo que é a essência dessa rivalidade: o torcedor.

Na noite passada, no Mineirão, na partida Atlético/MG 3×0 River Plate, pelas quartas de final da Libertadores, que contou com a presença de mais de 17 mil torcedores, os representantes de Ceará e Fortaleza estiveram presentes para acompanhar a operação do jogo. O duelo entre brasileiros e argentinos foi o primeiro com público em Minas Gerais, desde o início da pandemia.

A administração do estádio informou que para a realização da partida, o custo foi de quase 60% maior que a de um jogo para um público com cerca de 20 mil torcedores. Para o diretor de operações do Ceará, Veridiano Pinheiro, é seguir os protocolos e a cada jogo ir melhorando o trabalho para receber o torcedor.

“Estamos todos em um momento de construção. A gente inicia o protocolo com uma sugestão, dentro da experiência que nós temos, construído a quatro mãos com a vigilância sanitária de cada estado. Tive em Brasília, no jogo do Flamengo, consegui enxergar coisas que funcionam, coisas que não funcionam. Foi muito positivo lá, realmente, e aqui, no Mineirão, eu já vi que teve um aperfeiçoamento. A tendência jogo a jogo é ir melhorando a operação, o momento agora é de testar, segurança, colocar um efetivo gigante para realmente fazer com que valha o protocolo, uma fiscalização maior, o custo do jogo vai lá para cima, mas eu acho que o momento agora é de retomada, de investimento. Já passamos um ano e meio com os clubes se virando para conseguir renda, graças a Deus conseguimos, mas agora é o momento”, declarou o dirigente ao jornal O Tempo, de Belo Horizonte.

Para Tahim Fontenele, diretor de operações do Fortaleza, esse troca de experiências vai ajudar ainda mais aos clubes cearenses a conseguir êxito no retorno do público aos estádios.

“Isso é importantíssimo, esse intercâmbio até entre o país porque profissionaliza mais o nosso futebol. Os clubes da primeira divisão a exemplo da luta deles pela Liga, para se desmembrar de uma CBF, porque eu acho um campeonato um pouco engessado, que os clubes possam decidir, porque nós é que sabemos as dificuldades, nós é que sabemos o que precisa melhorar. A CBF cria uma norma, mas a necessidade de melhoramento quem sabe são os clubes e diretoria“, destacou o dirigente leonino.

No início deste mês, junto com a Federação Cearense de Futebol, Ceará e Fortaleza entregaram um protocolo de segurança sanitária para a volta do público aos estádios. A CBF também elaborou um protocolo. Os documentos estão com o Governo do Estado do Ceará. Os clubes e a FCF aguardam uma resposta para poderem iniciar o trabalho de retorno do torcedor aos jogos.

Estiveram presentes no Mineirão além de Tahim Fontenele e Veridiano Pinheiro, Régis Aguiar, gerente de operações de jogo do Fortaleza; Afonso Lobo, diretor de patrimônio do Ceará; Renan Vieira, auxiliar administrativo e coordenador de operações do Ceará; além de Thiago Vale, gerente de operações do Ceará.

📸 Josias Pereira/O Tempo