Foi bem mais difícil do que muitos imaginavam. Principalmente depois do ótimo primeiro tempo em que o Fortaleza foi soberano, fez 1×0, logo com 6min, e só não matou logo a partida, porque faltou caprichar. Apesar de que até fez gol, mas o VAR anulou.

O problema é que o melhor zagueiro do time e um dos melhores do Campeonato falhou feio e deixou Rodriguinho empatar ainda na primeira etapa. Depois disso, o time leonino baixou a guarda e caiu muito de produção.

Nem a volta para o 2º tempo fez o Fortaleza acordar. Foi então que o técnico Juan Pablo Vojvoda resolveu mexer. Colocou Romarinho e Lucas Lima para o time se reencontrar na partida. Aos poucos, o Leão foi se recuperando, depois entraram Wellington Paulista e Éderson e, enfim, o time despertou.

Foi pra cima, criou algumas chances de perigo, fez o segundo novamente com Bruno Melo, mas novamente o VAR anulou por impedimento de Tinga, que “atrapalhou” o goleiro da Chape. Luas Crispim entrou, e a pressão aumentou. Só que aí, aconteceu o inusitado.

Moisés cortou um cruzamento de Tinga com o braço na área, mas mesmo o lance acontecendo na cara do árbitro, o pênalti não foi marcado. A Chapecoense partiu para o contra-ataque e virou o jogo. Porém, o pênalti foi tão indiscutível, que o VAR chamou e o juiz teve de ceder e marcar.

Eram 47 minutos do 2º tempo. A sina dos pênaltis perdidos contra Santos e Juventude, no 1º turno, poderia acontecer novamente. Mas Pikachu, que fez o gol da vitória em cima do Grêmio na rodada final, foi pra cobrança e balançou as redes. 2×1 e fim de papo na Arena Condá.

Não foi a apresentação de gala que todos esperavam, mas o segundo triunfo consecutivo e os 45 pontos na classificação, com o 3º lugar por mais uma rodada, deram ao Fortaleza a tranquilidade e a confiança necessária para o jogo mais importante da temporada.

Quarta-feira, 21h30, no Mineirão, acontece o confronto de ida contra o Atlético/MG, pela Semifinal da Copa do Brasil. É aquela partida que não pode e nem deve vacilar como aconteceu em Chapecó.

📸Dinho Zanotto/AGIF/CBF