Hegemonia de Volta

Durante muito tempo, o Brasil foi (para muito ainda é) o considerado o País do futebol. Porém, nesse período havia outro esporte em que os brasileiros também dominavam: Futebol de Salão. Com o passar dos anos, o Futebol de Salão virou Futsal, mas nem isso atrapalhou a hegemonia nacional. Títulos e mais títulos no continente e no mundo e obviamente os melhores jogadores do Planeta: Manoel Tobias e Falcão.

Porém, o Futsal brasileiro passa por uma profunda transição. Assim como no futebol, quem dá as regras é a Fifa. Desde que a antiga Fifusa desapareceu e a entidade suíça assumiu o controle, tudo é gerenciado pela Fifa. No final da década passada, depois de muitas reuniões, escândalos de corrupção e muita vaidade, enfim, a CBF conseguiu assumir o controle da da Seleção Brasileira de Futsal.

A CBFS foi perdendo espaço e ficou apenas com o controle das competições nacionais e regionais. Apesar da Liga de Futsal ser algo a parte, porém, poderosa e forte e com contrato com a Globo, não havia, assim, motivo impedir que se mantivesse à frente do mais rentoso e midiático campeonato de clubes do Brasil. Só que a confusão criada para indicar qual é o representante brasileiro na Copa Libertadores de 2022, prova que há algo errado neste nosso intrigante futsal nacional.

A Libertadores é uma competição organizada pela Conmebol, filiada a Fifa, e com isso, precisa da indicação da CBF. De início, a Supercopa do Brasil, torneio organizado pela CBFS e que seria disputado a partir de hoje, em Cascavel (PR) com Ceará (campeão da Copa do Brasil)  Cascavel (campeão da LNF),  Magnus Futsal (campeão da Taça Brasil), e ASEC/PE (campeão da Copa do Nordeste) daria ao vencedor a vaga. Mas o caos foi instalado.

A CBF optou por indicar o Cascavel, campeão da Liga (torneio mais poderoso e competitivo do País), mas alguns clubes e a CBFS não aceitaram. Com isso, a Supercopa foi suspensa. Ou seja, CBF, CBFS, Clubes e Liga precisam urgente resolver quem manda, quem gerencia e quem organiza o futsal brasileiro.

Do contrário, vamos passar por vexames (o País nem sequer foi à final da última Copa América e nem à Final da última Copa do Mundo), decepcionar o público e maltratar os amantes do Futsal.

É necessário uma sinergia (palavra da moda) de todos os envolvidos, ou então, é padecer por mais alguns anos e ver o o esporte mais praticado do País padecendo por falta de organização.

Brilho Cearense

O Instituto Cuca segue brilhando na Superliga B de vôlei masculino. No domingo passado, o time cearense bateu o Minas Náutico, em Belo Horizonte, por 3 sets a 1 (28/25, 24/26, 26/24 e 25/22). Foi a 2ª vitória seguida em 4 jogos do único representante do Norte/Nordeste na competição. Agora, no próximo sábado, 19, às 18h, no Cuca José Walter, pela 5ª rodada da Superliga B, os cearenses vão enfrentar o Café Vasconcelos Araguari/Ubevolei para embalar de vez em busca do inédito e sonhado acesso à elite do vôlei nacional.

Brilho Cearense II

Thiago Monteiro estreou de maneira brilhante no Rio Open de Tênis. Após levar uma lapada no 1º set, ao perder por 1/6, o cearense foi atrás da virada e superou o argentino Sebastian Baez por 2 sets a 1, com um duplo 6/4. Agora, Thiago vai enfrentar o italiano Matteo Berrettini (6º do mundo) nessa quinta-feira e seguir firme em busca do tão sonhado título.

Coluna Esportes Olímpicos Nº 5

📸Lucas Figueiredo/CBF
📸Divulgação/CBV
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