A apresentação ruim na vitória diante do Atlético/BA, pela Copa do Nordeste, no final de semana passado, foi amenizada pelo péssimo gramado do Estádio Carneirão e pelas inúmeras mudanças feitas no time do Ceará. Mas nessa noite de terça-feira, diante do Iguatu, não há o que mitigar.

Enquanto a equipe titular esteve em campo (João Ricardo, Michel Macedo, Luiz Otávio, Messias, Victor Luís; Richardson, Kelvyn, Léo Rafael, Mendoza, Vina e Zé Roberto), durante o 1º tempo, o Ceará até que mostrou qualidade, intensidade, marcação forte e encurralou o Iguatu, que praticamente não passou do meio-campo.

Apesar de 2 gols de pênaltis, o Vovô criou outras várias chances e poderia ter terminado a primeira etapa com um placar bem mais elástico sem levar sustos. A impressão era de que uma goleada semelhante a que foi aplicada no Globo/RN (5×0 pela Copa do Nordeste) seria repetida. Só que no 2º tempo tudo mudou.

O Iguatu mudou a postura em campo, foi mais agressivo, Tiago Nunes tirou o jovem Léo Rafael, que vinha se destacando, e o Ceará se perdeu em campo. Levou 1 gol, mas a qualidade técnica e a intensidade do 1º tempo desapareceram. As entradas de Marlon, Erick, Geovane, Gabriel Santos e Nino Paraíba (que jogou como um extremo, um ponta direita no final da partida), não surtiram efeito. Pelo contrário, junto com os companheiros, que permaneceram, foram incapazes de vazar as redes do goleiro Léo.

No final, as merecidas vaias dos mais de 6 mil alvinegros, que foram ao Castelão, representaram bem a atuação do time e da comissão técnica. Não dá para justificar uma apresentação tão ruim, da maneira como tudo aconteceu. Pra completar, o resultado 2×1 (vitória por 1 gol de diferença) provoca atenção e preocupação para o jogo de volta, em Iguatu.

Para quem imaginava uma goleada tranquila e o 2º jogo das quartas de final seria apenas para cumprir tabela, vai ter de se contentar com uma pressão forte no modesto Estádio Morenão, sábado que vem, em Iguatu, às 17h45 (com transmissão da TV Jangadeiro).

A diretoria do Ceará vai precisar dar um puxão de orelhas no técnico Tiago Nunes e nos atletas se realmente não quiser passar por outra situação constrangedora, mais uma vez, depois de uma vitória sem sal.

📸Stephan Eilert/CearaSC