A eliminação do Campeonato Cearense no último sábado, ao ser derrotado pelo Fortaleza por 2×1, escancarou uma forte crise no Ferroviário, que culminou com a demissão do técnico Paulinho Kobayashi, somente 3 dias depois.

O Blog apurou com fontes dentro do clube, que a saída de Kobayashi foi provocada pelo desejo de uma ala da diretoria em querer trazer de volta o técnico Francisco Diá, que comandou o time na temporada passada.

Jogadores, funcionários, conselheiros e até dirigentes discordam do retorno do ex-treinador. A última passagem de Diá teve entraves que não foram cicatrizados e causou muitas divergências. Para completar, boa parte do grupo coral aprovava o trabalho do técnico Paulinho Kobayashi e a saída dele não foi bem digerida ainda mais pra trazer alguém, que não tem o apoio de todos dentro da Barra.

Vale ressaltar que o clube passa por uma situação financeira delicada e aqueles que dão suporte no pagamento da folha salarial mantém a política: de quem tem a grana é quem pode decidir o que fazer e quando fazer.

Não bastasse as dificuldades dentro do campo, já são 6 jogos sem vitórias, eliminação do Estadual e da Copa do Brasil, o Ferroviário também passa por uma disputa interna já conhecida no meio esportivo: a guerra de vaidades e de egos.

Funcionários e até jogadores têm reclamado e lamentado o fato de não serem ouvidos e com a saída do Campeonato Cearense ampliou a insatisfação e para alguns comprovou que é preciso calçar as sandálias da humildade.

Agora, é tentar amenizar a crise, esperar pela contratação do novo treinador e se preparar para as disputas da Série C do Brasileiro. O Peixe estreia diante do Mirassol/SP, fora de casa, no final de semana do dia 10 de abril. Ou seja, daqui a menos de um mês. É preciso voltar ao mar sem tanta dificuldade.

O Blog tentou ouvir o Presidente do Ferroviário, Newton Filho, mas todas as ligações realizadas ao celular do mandatário coral não foram atendidas. Assim que ele se pronunciar, essa matéria será atualizada.

📸Lenilson Santos/FerroviárioAC