Enfrentar um dos principais favoritos ao título da Libertadores, na casa dele, com o Estádio completamente lotado já seria uma tarefa pra lá de difícil. E quando esse oponente é o River Plate, então, o desafio é pra lá de enorme. Principalmente com mais de 70 mil pessoas no Monumental Nunez.

Se na partida contra o Colo-Colo, na Arena Castelão, semana passada, o Fortaleza conheceu a catimba do time chileno, nessa quarta-feira, em Buenos Aires, os tricolores viram um adversário de muita qualidade, cirúrgico e implacável.

É claro que é preciso, antes, falar da escalação leonina. Vojvoda mais uma vez surpreendeu ao não escalar Lucas Crispim, que nem sequer entrou durante a partida. Titi, perdeu a posição para Ceballos, e Jussa atuou ao lado de Zé Welison no meio. Kayzer e Moisés formaram a dupla de ataque.

Em todo caso, não dá para tirar o mérito do River. Seria injusto achar que o Fortaleza (só) perdeu porque mostrou defeitos e apresentou um futebol abaixo do esperado. Não foi (apenas) isso que aconteceu. Os argentinos jogaram muito bem, tiveram uma saída de bola excelente (a famosa intensidade que o Tricolor encantou ano passado) e souberam encontrar os atalhos para chegar com facilidade à grande área leonina e exploraram os espaços vazios.

Porém, é preciso, claro, destacar que o Fortaleza teve chances para mostrar sua capacidade. Mas somente no 1º tempo. Kayzer, Moisés e (2 vezes com) Pikachu poderiam ter mudado a história da partida, mas não tiveram competência para colocar a bola pra dentro.

Sem esquecer que no lance que originou o 1º gol do River, foi justamente Pikachu, que na coletiva pós duelo contra o Colo-Colo, falou que a arbitragem na Libertadores é diferente, deixa o jogo correr mais solto, tentou cavar uma falta, que o juiz não deu, e com isso saiu a jogada do belo gol de Enzo Fernadez.

Na etapa final, o River voltou ainda melhor e o Fortaleza bem pior. Os argentinos anularam de vez as jogadas leoninas. Moisés e Capixaba perderam a liberdade do 1º tempo, os volantes não se lançaram mais e Pikachu e Kayzer pouco fizeram.

O River, claramente tirou o pé do acelerador, administrou o placar e mesmo assim, teve oportunidades para fazer o 3º e o 4º gol, mas o goleiro Max e o travessão evitaram uma goleada.

Ao Fortaleza resta o consolo de que enfrentaram um dos melhores times da América, mas com a certeza de que contra adversários gigantes não pode jamais desperdiçar chances criadas e nem vacilar na defesa, o castigo chega e, na maioria da vezes, não dá para se recompor e nem há tempo para se recuperar.

📸Conmebol/Twitter