O auditor do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado do Ceará, Waldir Xavier, revelou os nomes das pessoas envolvidas e que foram indiciadas após a conclusão do relatório de investigação sobre as supostas manipulações de resultados no Campeonato Cearense 2022.

Em entrevista ao Programa “Frias do Sérgio”, da Rádio O Povo/CBN, na noite desse sábado, e publicada no jornal O Povo neste domingo, Xavier que comandou o inquérito, informou que todos os indiciados foram incursos no artigo 243-A, do CBJD: “Atuar, de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente”. PENA: multa, de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais), e suspensão de 6 a 12 partidas, provas ou equivalentes, se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, ou pelo prazo de 180 a 360 dias, se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código; no caso de reincidência, a pena será de eliminação. Parágrafo único. Se do procedimento atingir-se o resultado pretendido, o órgão judicante poderá anular a partida, prova ou equivalente, e as penas serão de multa, de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais), e suspensão de 12 a 24 partidas, provas ou equivalentes, se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, ou pelo prazo de 360 a 720 dias, se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código; no caso de reincidência, a pena será de eliminação.

“Cleuson Ivan de Souza Barros, presidente do Crato Esporte Clube, Geisilucio Gonçalves Alves, que tem a alcunha de Lúcio Barão (no início do ano anunciado como diretor de futebol do Crato Esporte Clube), Leone Barros Costa Júnior (atleta), Elry Ênio Bezerra da Silva (atleta), Dagson dos Santos (atleta), Jeferson Alberto Marques de Oliveira (atleta), Alessandro Silva Pereira Barros (atleta), Jânio Fialho de Aquino (técnico de futebol), Dionísio da Silva Pacheco (está como presidente do Caucaia Esporte Clube no site da Federação Cearense de Futebol) e Roberto Campos Góis (dirigente do Caucaia Esporte Clube)”, declarou Xavier, que continuou.

“O Crato e o Caucaia, através de seus presidentes, foram intimados a apresentar alguns documentos que não foram apresentados tempestivamente e por isso também determinei, mandei extrair uma certidão de que eles haviam descumprido isso, estariam omitindo essas informações do Tribunal e mandei abrir mais dois processos contra eles, um contra cada um”, completou Waldir Xavier informando ainda que existe uma investigação do Ministério Público do Estado do Ceará para investigar a parte criminal.

De acordo com o Jornal O Povo, o MPCE fez um pedido judicial para a quebra de sigilos fiscal e bancário em nome de Geisilucio Gonçalves Alves (Barão). Vale lembrar que o dirigente havia sido banido do esporte em 2020 pelo TJDF/CE, quando estava no Barbalha, mas teve a punição mitigada e mudada para uma suspensão em dias.

📸Pedro Chaves/FCF
📸Mário Kempes/Blog do Kempes