Fotos: Fausto Filho/Ceará SC

A derrota por 1×0 para o Athletico, neste sábado, na Arena da Baixada, pela 5ª Rodada do Brasileirão, traz à tona alguns fatores que precisam ser diagnosticados e resolvidos com urgência por jogadores, comissão técnica e diretoria do Ceará.

Além de ter sido o 3º revés consecutivo, o time voltou a fazer uma apresentação bem abaixo do esperado, não conseguiu repetir a boa jornada na vitória por 3×2 sobre o Palmeiras, no Allianz Parque, mais uma vez padeceu nas finalizações e não teve um banco à altura para elevar ou manter o padrão quando foi requisitado.

Claro que a excelente campanha na Copa Sul-Americana tem de ser ressaltada, onde é o líder, invicto e único com 100% de aproveitamento, mas não adianta nada se garantir lá, se na principal competição da temporada seguir mostrando fragilidades e perdendo.

Apesar de o duelo ter sido em Curitiba, mas os paranaenses atuaram sob uma forte crise, após uma goleada humilhante por 5×0 na Libertadores, com demissão de treinador e sem o novo técnico (Felipão) à beira do campo. Sem contar a torcida, indignada e que a qualquer vacilo poderia se virar contra a equipe.

Mas nada disso foi suficiente para o Ceará tirar proveito e sair da Arena da Baixada com um triunfo. Pelo contrário, novamente faltou competência para colocar a bola pra dentro, não aproveitou a deficiência do Athletico, que só jogou realmente nos 10min iniciais da etapa final, e esbanjou deficiência na transição.

Longe de ser terra arrasada, não é isso, até porque já demonstrou sinais de que pode jogar muito mais do que nessas 3 derrotas consecutivas (Botafogo, Red Bull e Athletico), mas preocupa como o nível desceu e não demonstrou capacidade de subir. Para piorar, na sequência do Brasileirão, vai encarar Flamengo (no Castelão), Santos (em Barueri) e São Paulo (no Morumbi).

Antes, tem o Tombense, pela Copa do Brasil, na próxima quarta-feira, em casa. Por ter ganho na ida por 2×0, pode até perder por 1 gol de diferença, que garante classificação às oitavas de final e embolsa R$ 3,5 milhões. Talvez, o alento para amenizar a pressão por resultados no Brasileirão, mas, assim como na Sula, não deveriam esconder as deficiências do time.