Fotos: Vinícius Palheta/Fortaleza EC

A 4ª derrota em 5 jogos no Campeonato Brasileiro faz muitos tricolores buscarem um culpado, ou um responsável pela pior campanha do Fortaleza na história da Série A. Com apenas 1 ponto somado, na lanterna da competição, o time leonino vive um momento tenso com o alerta de perigo aceso.

O histórico neste Brasileirão, contudo, mostra que não há motivos para culpar a Libertadores ou a tal “priorizar a competição internacional“, ou até mesmo a Copa do Brasil. Com exceção do revés para o Cuiabá, na 1ª Rodada, quando perdeu em casa por 1×0, e escalou uma equipe mista, o Fortaleza entrou com o que tinha de melhor nas partidas seguintes e perdeu por outros motivos.

Diante do Inter, no Beira-Rio, o 2×1, nem de longe reflete o pênalti perdido por Pikachu ou a falha na marcação ao pedir para pararem o jogo por haver um jogador estendido no gramado, quando o cronômetro já estava nos acréscimos do 2º tempo.

Em seguida, a derrota para o Corinthians, em São Paulo, com um gol sem querer (contra), o Tricolor perdeu por 1×0, mas amassou o Timão na frente da torcida e poderia ter vencido com tranquilidade, principalmente, no 1º tempo, quando criou pelo menos 4 chances claras de abrir o placar.

E neste domingo, perder por 3×1 para o Botafogo, no Nilton Santos, depois de o time alvinegro ter batido o Flamengo, não seria nada fora da realidade. No entanto, o Fortaleza fez 1×0, jogava melhor, pressionava e estava muito mais próximo do 2º do que de levar o empate.

Só que a expulsão infantil do zagueiro Ceballos mudou o panorama da partida por completo. Logo em seguida, o gol sofrido abalou o psicológico de um elenco que já vinha pressionado e precisava desesperadamente somar pontos. Atuar na casa de um adversário complicado, com a torcida pressionando e com 1 atleta a menos por mais de 50 minutos, não há priorização, desgaste, que dê jeito.

E olhe que o gol da virada só aconteceu após uma cobrança de falta desviada na barreira, aos 43min do 2º tempo, e o 3º após o adversário tentar o passe e a bola bater no rosto do goleiro Marcelo Boeck e entrar. Assim, não dá pra culpar ou apontar a Libertadores como vilã.

Pelo contrário, o Fortaleza entrou com o que tinha de melhor e assim como nas outras 3 derrotas, jogou bem, teve chances para matar o jogo, fazer gols, mas acabou desperdiçando.

Agora, é hora de rever conceitos. Talvez, depois do jogo contra o Alianza, nessa quarta-feira, em Lima. Porque logo em seguida, no domingo que vem, recebe o Fluminense. Aí, sim, esse jogo tem de ser tratado como final de campeonato. Desde a concentração, ao apoio da torcida, ao atleta ir para o sacrifício. Não dá mais para perder jogos e nem pontos. O alerta de perigo está cada vez maior.