Muito louvável as atitudes de Ceará e Fortaleza, em seus respectivos perfis nas redes sociais celebrarem e abraçarem a causa neste, 17 de maio, Dia Internacional de Combate à Homofobia. O mundo se torna melhor quando todos são iguais, independente de raça, cor, gênero ou condição social.

Por outro lado, há algo incompleto fora de campo, entre a teoria e a prática. No futebol, o clube é representado pela sua torcida. Tanto que em caso de uma infração cometida por torcedores é mais fácil o clube ser punido do que o próprio fã. Os episódios de racismo, recentemente cometidos por times argentinos, são a maior prova.

Assim, é bom lembrar que nos estádios, principalmente na Arena Castelão, as torcidas de Ceará e Fortaleza gritam cânticos homofóbicos. Se não bastasse, as ofensas acontecem mesmo quando os dois times não estão se enfrentando.

É até comum, em partidas de Ceará e Fortaleza contra adversários de outros estados e até de outros países, torcedores alvinegros e tricolores xingarem os arquirrivais. Não vou escrever os insultos, não vale a pena.

Talvez, seria tão importante quanto as postagens, os clubes pedirem para seus torcedores pararem de gritar cânticos homofóbicos. Quem sabe assim ambos poderiam começar não apenas a abraçar a causa LGBTQIA+, mas também combater uma violência recorrente, que parece não ter fim.