Lá atrás, quando saíram os adversários do sorteio da Libertadores, os analistas já apontavam o caminho tortuoso para o Fortaleza. Afinal, o Grupo F contava com um dos maiores do mundo (River Plate) e um tradicionalista (Colo-Colo). A ideia era, talvez, não fazer feio e se fosse possível tentar algo seria buscar a vaga para o mata-mata da Sul-Americana disputando contra o peruano Alianza Lima.

Surpreendentemente, o Fortaleza mostrou não apenas força, mas principalmente o que muitos já conheciam: futebol pra frente. Da estreia com derrota para o Colo-Colo até o triunfo em Lima, na semana passada, o time tricolor demonstrou a sua conhecida intensidade e até poderia ter conquistado algo ainda maior, mas como num capricho dos deuses da bola, chega a esta última rodada em Santiago para tentar escrever mais uma linda página na sua história.

A equipe do técnico Juan Pablo Vojvoda poderá até empatar, que mesmo assim estará entre os 16 melhores da Libertadores nas Oitavas de Final. O comandante argentino não poderá contar com o seu melhor defensor: o zagueiro Marcelo Benevenuto, suspenso pelo 3º amarelo.

Pra completar, os outros 2 titulares do setor se recuperam: Tite quebrou 2 dentes na derrota de domingo contra o Fluminense, mas conseguiu a tempo reconstituí-los. Enquanto Tinga faz tratamento intensivo para se recuperar de uma lesão muscular, que o tirou do último jogo.

Em compensação, um alento. Na verdade, um excelente alívio. O clube chileno foi punido com 1 jogo de portões fechados e assim não haverá a pressão da torcida no Estádio Monumental, a partir das 19h, quando a partida começar.

Que a história seja feita e que os deuses do futebol, que tanto capricharam com os tricolores nos últimos anos, mais uma vez, cuidem para continuarem com o mesmo vislumbre.