Os recentes casos de racismo, que assolam o futebol brasileiro, também causaram consternação às autoridades. O Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor (Nudtor) do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) encaminhou, nessa quinta-feira, 26, ofício ao presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), Alejandro Domínguez, solicitando informações sobre os crimes cometidos contra os torcedores cearenses.

Não bastasse o que aconteceu com os fãs do Fortaleza, no Monumental de Nunez, em Buenos Aires, na partida diante do River Plate, em 13 de abril, pela Libertadores, os mesmos crimes também foram cometidos contra os torcedores do Ceará, nessa quarta-feira, 25, no duelo ante o Independiente, pela Sul-Americana, em Avellaneda, também, na Capital argentina.

“O MPCE reitera que o crime de racismo vem acontecendo de forma rotineira contra os times cearenses em partidas realizadas em outros países. É necessário a adoção de providências por parte da Conmebol visando evitar tais condutas criminosas, sob pena de medidas judiciais internacionais contra a organização”, diz a nota.

O Blog, em recente, artigo, reitera que é preciso, sim, que autoridades fora do meio esportivo realmente tomem medidas urgentes para impedir a repetição desses episódios.

Já passou da hora de não apenas as entidades esportivas tomarem medidas duras contra tais crimes, mas o poder público, atletas e clubes afetados precisam também buscar (outras) formas de Justiça para que os racistas sejam severamente punidos.

Não adianta nota de repúdio, solidariedade com faixa, camisa com selo nas camisas, ou multa inexpressiva. Ninguém suporta mais essa hipocrisia. É preciso cortar na carte, no cerne, para que estanque. O racismo segue e seguirá, porque os criminosos estão soltos e quem os financiam também. Chegou o momento de dar um basta com ou sem o apoio do mundo esportivo.