Foto: Felipe Santos/Ceará SC

A excelente campanha na Copa Sul-Americana e a classificação às oitavas de final da Copa do Brasil pareciam não ser o bastante para os mais exigentes alvinegros. Afinal, o time do Ceará escorregava no Brasileirão e sustentava a penúltima colocação, sem vencer desde a 1ª rodada.

Só que o Clássico-Rei desta quarta-feira configurava ser aquele teste final para essa turma rigorosa, que sempre tem um pé atrás e adora cornetar. Caso o Ceará vencesse, sairia da Zona de Rebaixamento e ficaria mais próximo da 1ª página da tabela. Ou seja, não havia mais motivo para pegar no pé.

Apesar de o técnico Dorival Júnior não ter ficado na área técnica, pois estava suspenso, assim como o melhor jogador da equipe na temporada, o atacante Mendoza, o Ceará foi a campo com uma nova formação. Apenas 2 volantes de ofício: Richardson e Richard. Além de Vina flutuando no meio/ataque com Erick, Lima e Cléber.

A análise tática e técnica da partida fica bem prejudicada, devido logo aos 17min, o volante Felipe, do Fortaleza, ter sido expulso. O enredo do jogo mudou completamente e aquele velho jargão de que Clássico não se joga, se ganha, foi levado ao pé da letra.

Tanto que o Ceará foi bem superior no 1º tempo, quando colocou bola na trave, Boeck fez uma grande defesa, e o time conseguiu abrir o placar no último lance. Enquanto na 2ª etapa, os alvinegros claramente tentaram administrar o resultado e por pouco não levaram o empate.

Por outro lado, num Clássico, o sarrafo é mais alto, e mesmo sem fazer uma partida brilhante, o principal objetivo foi conquistado: vencer. Aliás, são jogos como esse que comprovam a capacidade do grupo. Ainda mais quando o gol da vitória tem um passe espetacular de calcanhar da estrela do time e uma ótima finalização do centroavante (que até pouco tempo era duramente criticado).

O Ceará conseguiu mostrar novamente que a Comissão técnica estar num degrau acima. Há 2 semanas, saiu para 3 jogos fora de casa com vários desfalques e mesmo assim voltou invicta, com classificação histórica e jogando bem mesmo com uma equipe mista no Morumbi e ainda empatando por 0x0 em Barueri com um jogador a menos. O planejamento poupando quem deveria estar mais cansado foi perfeito.

Com isso, o time chegou ao clássico com uma nova formação, desfalcada, mas o elenco sabendo o que tinha de fazer: ganhar. Cléber saiu de contestado para herói. Lacerda, entrou no lugar de Luiz Otávio, que se machucou, e deu conta do recado. Richardson assumiu a função de Lindoso, recuou para 1º volante, e foi novamente um gigante. Vina mesmo atuando muitas vezes de forma aberta pelos lados, também brilhou.

Imagens: Vozão TV

E olhe que ainda entraram Matheus Peixoto, Iury Castilho, Fernando Sobral e Marcos Victor, nem assim o time fraquejou e deixou de conquistar o objetivo.

Agora, além das campanhas nas Copas, o Ceará está subindo no Brasileirão. Só faltam 3 pontos para chegar na Zona da Pré-Libertadores. E o próximo jogo é em casa contra o Coritiba, sábado, no Castelão. Ou seja.. tão deixando o Vovô sonhar!