Foto: Bruno Oliveira/Fortaleza EC

Dessa vez o filme não foi repetido, pelo menos em parte. O Fortaleza não jogou bem e não venceu. O que aconteceu foi que a equipe tricolor fez uma péssima atuação, principalmente, individual e perdeu. Foi a 7ª derrota em 12 partidas.

A situação é pra lá de preocupante. Com apenas 7 pontos, o Fortaleza ainda tem 78 a disputar, mas para chegar ao número mágico de 45 para se livrar do rebaixamento, precisará de 38. Ou seja, precisará de um aproveitamento de quase 50% (ganhar 12 jogos e empatar outro em 26 rodadas).

Com o futebol praticado nas últimas 3 partidas, quando venceu o Flamengo e empatou contra Goiás e Athletico, até havia uma perspectiva de que o time estava em evolução e poderia começar a arrancada diante do Avaí, um concorrente direto na luta contra o rebaixamento.

No entanto, o que se viu foi uma atuação bem diferente dos jogos anteriores. As falhas de Titi, Jussa e Ceballos em cada um dos 3 gols foram cruciais para a derrota por 3×2 na Ressacada. Mas se fosse “somente” esses pontos, talvez houvesse chance de algo melhor.

O problema é que coletivamente a equipe de Juan Pablo Vojvoda não foi bem. Dificuldades na transição, ataque que não soube finalizar, falta de profundidade e de criatividade, além de muito espaço entre o meio e a defesa.

É preciso rever alguns conceitos. Ainda mais quando se tem um jogador do porte de Renato Kayzer no banco e quem entra pra resolver é Igor Torres. Nada contra o jovem atacante, mas é difícil entender o motivo de se contratar um jogador por quase R$ 7 milhões para não entrar em campo quando necessita desesperadamente de gol.

O momento é difícil e com uma pressão enorme não apenas pelos resultados e pela situação preocupante na tabela, mas também pelo torcedor, que já perdeu a paciência e procura por um culpado.