Foto: Karim Georges / Fortaleza EC

Em pronunciamento na tarde dessa terça-feira, véspera de Clássico-Rei pela Copa do Brasil, o Presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, informou a reintegração do meia Lucas Crispim ao elenco tricolor.

Inspirado no livro de Fernan Soriano, que explica a gestão vitoriosa do Barcelona, o mandatário leonino sempre gosta de usar uma frase (que é o título do livro) para explicar o êxito do Fortaleza nos últimos tempos: “A bola não entra por acaso”.

Não bastasse o que aconteceu com Crispim, a diretoria do Fortaleza ainda lida com a situação do atacante Renato Kayzer, que não deve mais continuar no clube. Além disso, os protestos da torcida (com a agressão ao atacante Robson) elevaram o clima de ebulição no Pici recentemente. O motivo desse caos? O time bem na Libertadores, na Copa do Brasil, campeão cearense e da Copa do Nordeste está em penúltimo no Brasileirão e segurou a lanterna por 12 rodadas.

Marcelo Paz, inteligente como é, não deu margem para os jornalistas perguntarem sobre a crise no clube. O argumento foi de que há um Clássico-Rei (decisivo) nesta quarta-feira e queria evitar levantar polêmicas ou algo que pudesse afetar elenco, comissão técnica e diretoria.

Ninguém é imbecil de achar que a diretoria do Fortaleza, essa mesma que está levando o clube a outro patamar, é incompetente. Não é o caso. Porém, é preciso explicações. Nem o episódio do afastamento do Lucas Crispim foi esclarecido por completo. Afinal, como o próprio Vojvoda falou, o elenco já é curto, então, por que afastar um jogador que não tem histórico de problemas e ser exposto dessa maneira?

Há ainda outros questionamento e respostas a serem feitos. No entanto, o time do Fortaleza vive uma situação pra lá de preocupante no Brasileirão e o Clássico-Rei desta quarta-feira pode ser o divisor de águas, para o bem ou para o mal.

A bola da equipe tricolor precisa entrar, seja diante do Ceará, logo mais, seja diante do Atlético/MG (outra pedreira) no próximo sábado, em Belo Horizonte, pela Série A. A crise foi amenizada, mas para se livrar dela, as vitórias precisam surgir.