Foto: Mateus Lotif/Fortaleza EC

Mais uma derrota, mais um gol tomado nos acréscimos, mais uma rodada na lanterna e a 7 pontos de distância do 1º clube fora da Zona de Rebaixamento, o Fortaleza vive uma situação pra lá de dramática com o risco de queda crescendo a cada jogo em que o time não vence.

Diferentemente de muitos que pedem a demissão do treinador Juan Pablo Vojvoda, eu discordo. Claro que o técnico leonino tem uma parcela de culpa pelo desempenho terrível do Fortaleza neste Campeonato Brasileiro, mas não creio que tirá-lo do comando vá fazer a equipe evoluir.

Vojvoda já mostrou não apenas que tem competência, mas também que conhece o elenco e tem a confiança dos jogadores. No entanto, é preciso avançar. É preciso rever conceitos. Algumas escalações estão difícil de entender, substituições são feitas de forma equivocada, mas o que mais me incomoda é o esquema tático.

O badalado 3-5-2 que tanto encantou o Brasil na temporada passada não está mais dando liga. Não há Éderson no meio, Crispim não é mesmo, assim como Titi e Tinga (este machucado). Vojvoda, talvez, pudesse, ter em mente que neste momento, o Fortaleza precisa não perder.

Como bem lembra alguns treinadores, que chegam quando a situação é desesperadora (no caso tricolor é isso), o primeiro passo não é nem tentar ganhar, mas principalmente não perder. E as derrotas doloridas para Avaí, Atlético/MG e essa última para o Coritiba mostram o tanto que o time está padecendo.

Nem aquelas entrevistas em que repetia “seguir trabalhando, confio nos meus jogadores” já não adiantam mais nada. São 15 rodadas disputadas e a água já passando pelo pescoço.

Claro que os jogadores têm a maior parcela de culpa, são eles que estão em campo, e por isso Vojvoda precisa tomar medidas duras e drásticas para mudar o panorama, porque do contrário vai ser difícil conseguir defender sua permanência por mais tempo no Tricolor.