Fotos: Carvalho Marques/Arena Castelão

A saída de Yago Pikachu do Fortaleza está (praticamente) concretizada. Os dirigentes do Fortaleza já sabem do desejo do atleta e que não há mais o que fazer. A única pendência para a transferência ser concluída é o clube japonês oficializar o pagamento da multa rescisória US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões).

Enquanto isso, Pikachu segue trabalhando normalmente. O próprio jogador não quer deixar de treinar e de participar dos jogos. Tanto que pediu para ir a campo contra o Palmeiras. A expulsão diante do Estudiantes, pela Libertadores, deixou o camisa 22 tricolor abatido. Na saída de campo, visivelmente emocionado, chorou pelo erro infantil cometido. Já nos vestiários, fez questão de pedir desculpas a toda a delegação tricolor presente.

Considerado um atleta exemplar, querido pelos companheiros e peça imprescindível no esquema do técnico Vojvoda, Pikachu é um daqueles jogadores que se cobra muito e que sempre quer dar o melhor em campo. O vermelho recebido na Argentina também o levou a ter outro sentimento, principalmente com o apoio do elenco, diretoria e comissão técnica, de que não poderia deixar o clube com aquela imagem, que acabou prejudicando o Fortaleza na eliminação do torneio continental.

Assim, Pikachu também tem tudo para jogar o Clássico-Rei contra o Ceará, nessa quarta-feira, 13, às 20h, na Arena Castelão, no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Vale lembrar que na ida, foi ele o principal protagonista da vitória por 2×0 sobre o Ceará, com os 2 gols marcados, que dão a vantagem ao tricolor para poder perder por 1 gol de diferença e avançar na competição.

Neste ano, Pikachu participou de 42 jogos, marcou 17 gols e ainda deu 8 assistências. Fez o gol do título da Copa do Nordeste e foi Campeão cearense. Na temporada passada, foram 50 partidas, 12 gols e 8 assistências, além do título estadual, vaga na Libertadores e ainda foi escolhido para integrar a Seleção do Campeonato Brasileiro, onde foi eleito um dos Craques da competição.

Sobre a proposta do Shimizu S-Pulse, do Japão, time comandado pelo técnico Zé Ricardo, impossível não aceitar. Além de realizar o sonho, aos 30 anos de idade, de jogar fora do País, ainda irá ganhar um salário 3 vezes superior ao recebido no Fortaleza (fora bônus por minutagem, gols e conquistas).