Vojvoda acompanhou todo o jogo em pé da área técnica. Alternava em uma calmaria budista e uma agitação típica de torcedor. No entanto, com apenas 5 minutos de jogo, ficou bastante irritado com um erro do volante Éderson, ao deixar a bola passar para um companheiro.

Na comemoração do gol alvinegro, o volante Pedro Naressi correu até o banco para celebrar com os companheiros. Já o atacante Saulo esperou pacientemente o atacante Cléber passar pelo banco para dar um forte abraço.

O meia Vina deu um enorme carão no assistente nº 1, Rodrigo Henrique Correa, por ter dedurado para o árbitro mostrar o cartão amarelo ao volante Charles pela falta cometida em Éderson. “Que é isso, caralho? Fica na tua! Faz teu trabalho, pô! Não foi nada!”. Mas o assistente não se conteve e em outro lance, avisou ao árbitro para também amarelar um membro da comissão técnica do Ceará.

Enquanto isso, a cada chutão dos goleiros em que a disputa da bola seria no alto, o árbitro Wagner Magalhães gritava: “Cuidado com o braço, cuidado com o braço. É isso aí”

Numa paralisação para atendimento do atacante Rick, o técnico Guto Ferreira não se aguentou e chamou o assistente Rodrigo Correa pra conversar. Ficaram pelo menos um minuto dialogando, enquanto o jogo não voltava. Faganello, do outro lado, conversava com Fernando Sobral.

“Puta que Pariu, David. Segura essa bola, porra! Caralho! Vamos jogar”, foram os gritos do lateral Tinga com seu companheiro, o atacante David, após receber uma bola e perder para o adversário. Em outro momento, foi a vez do meia Yago Pikachu gritar forte com o time, após uma bola se recuada para o goleiro Felipe Alves: “É pra frente, porra. É pra frente. Vamo”.

Vina e Guto Ferreira dialogaram por várias vezes durante a partida. O camisa 29 abria os braços, olhava para o banco e reclamava de um posicionamento (fazia os gestos com as mãos). Guto respondia (não dava pra ouvir) e o meia alvinegro voltava à posição de marcação. Até que Vina foi ao banco conversar com o auxiliar Alexandre Faganello para explicar o que estava acontecendo. Ao ser substituído, Vina não gostou, não cumprimentou o treinador e foi direito sentar no banco de reservas.

Quando o atacante Cléber caiu no chão e pediram atendimento médico, Guto estava conversando com Faganello. Ao ver a correria, o treinador alvinegro perguntou: “Quem é?”. Alguém respondeu. Guto, então, gritou alto: “Saulooo”.

O zagueiro Titi do lado oposto gritou pelo treinador Vojvoda, mas o treinador tricolor não ouviu. O goleiro Marcelo Boeck saiu do banco de reservas e foi até o comandante leonino apontar pra ele que o defensor tricolor estava falando alguma coisa.

Em uma disputa de bola, que foi para a lateral, o assistente Rodrigo Correa deu a posse para o Fortaleza. O lateral Bruno Pacheco correu em direção ao bandeirinha e, assim como Vina, deu um carão daqueles: “essa bola é nossa, caralho. Tu viu que é nossa”. O atacante Wellington Paulista também correu até o assistente e ficou com os braços abertos e perguntou: “tu vai deixar ele falar isso contigo?”.

Ao tentar fazer mais uma substituição, assim como na vez que chamou pelo atacante Saulo, Guto deu um grito alto: “Buiuuuú”. Só que o lateral estava a poucos metros atrás dele. Buiú tirou o colete e estava pronto para entrar, mas o treinador alvinegro acabou não fazendo a mudança e colocou em campo Marlon e Jorginho.

A partida teve um prejuízo para o Fortaleza (clube mandante) de R$ 36.429,30.

📸 João Moura / Arena Castelão News