Os jogadores da Seleção Brasileira criaram uma enorme expectativa sobre a posição deles a respeito da realização da Copa América. E logo após a vitória contra o Paraguai, por 2×0, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, soltaram o tal do manifesto (confira mais abaixo).

Em janeiro de 1995, o Manchester United enfrentou o Crystal Palace, pela Premier League, na casa do adversário. O badalado e polêmico Eric Cantona, ídolo dos Red Devils, revidou uma agressão do zagueiro Richard Shaw e foi expulso da partida.

O astro francês do Manchester nem reclama e vai calmamente para os vestiários, quando de repente ele dá uma voadora daquelas de filme em um torcedor. A turma do deixa disso chega para tirar um Cantona completamente fora de si, revoltado. A cena impressiona o mundo.

O craque do United foi suspenso preventivamente e acusado criminalmente. A Federação inglesa o suspendeu por 8 meses. O tribunal local o condenou a duas semanas de prisão, mas depois foi convertida em 120 horas de trabalho comunitário. Para finalizar, Cantona foi ainda obrigado a conceder uma entrevista coletiva para falar sobre o episódio.

 Dezenas de repórteres e cinegrafistas esperavam o camisa 7 do Manchester para ouvir pelo menos um pedido de desculpas ou uma explicação pelo que aconteceu. No entanto, Eric Cantona disse: “Quando as gaivotas seguem um barco é porque pensam que vão atirar sardinhas ao mar, muito obrigado” e saiu.

Todos ficaram atônitos e sem entender. Acreditava-se que ele até voltaria para falar mais, porém, ficou nisso. A frase entrou pra história do mundo do futebol. E até hoje é motivo de várias interpretações.

Os jogadores da Seleção Brasileira ao invés de dizerem o óbvio que são contra a realização da Copa América, mas vão jogar, deixaram no ar vários questionamentos.

Se era pra dizer isso, por que não soltaram o manifesto antes?

O que atrapalharia a Seleção falar uma obviedade dessas?

Se todos sabiam da movimentação da imprensa, da comoção que causou as notícias de que alguns não queriam disputar a competição, por que não falaram desde o início?

Se não queriam se aliar a qualquer prática política, por que deixaram o assunto e todo o episódio criar, sim, um movimento político?

A imprensa mentiu?

O que representa dizer que é contra, mas disputar a competição? Vão jogar com menos vontade?

Enfim, voltando ao ex-jogador do Manchester, anos depois, Eric Cantona, foi questionado sobre o episódio, e soltou essa: “Dei o chute de kung fu em um hooligan porque este tipo de gente não tem nada o que fazer em um jogo. Acredito que é um sonho para alguns dar um chute neste tipo de gente. Assim, eu fiz por essas pessoas, para que elas ficassem felizes”.

Graças ao repórter Richard Williams, do jornal The Independent, descobriu-se quem era o torcedor agredido. Matthew Simmons, o homem que recebeu uma voadora de Éric Cantona era dono uma ficha bastante repugnante. Ele frequentava comícios do National Front, grupo fascista e nacionalista britânico com um histórico de violência.

Pra fechar, Simmons disse o seguinte ao ver Cantona passar na sua frente, naquele 22  de janeiro de 1995: “Vai à merda e volta para França com a vagabunda da tua mãe, seu francês idiota”.