Mais uma partida em que o Ceará não jogou bem. A derrota de virada para o Bahia por 2×1 nesta tarde de quinta-feira, 17, na Arena Castelão, não dá para apontar apenas um culpado. Gabriel Dias falhou, Guto errou, Jorginho, Lima e Oliveira jogaram muito abaixo do que se espera.

O Ceará passa por um momento de muita turbulência em que é preciso bastante discernimento e principalmente equilíbrio. E não dá para cobrar do torcedor alvinegro essas duas características. A diretoria precisa tomar alguma providência. Não adianta mais ficar lamentando eliminações passadas, mas se é para pensar no agora é bom ressaltar que já são 4 partidas, com duas derrotas, um empate e uma vitória.

Para quem montou um elenco pensando em algo maior do que permanecer na Série A, é preciso agir. O jogo desta quinta-feira, diante do Bahia foi a prova de que há algo que não está encaixando.

Verdade que o elenco está com 7 desfalques por Covid (Richard, Cléber, Rick, Jael, Luiz Otávio, Fabinho e Alan Uchôa), e mais Vizeu com sintomas de gripe, mas para vamos pra escalação: Vinícius Machado; Gabriel Dias, Messias, Klauss, Brun Pacheco; Oliveira, Sobral, Jorginho; Lima, Saulo e Mendoza.

É uma ótima equipe. Pelo menos no papel é. Isso sem contar que no banco há ainda Vina, Marlon, Yony e Charles. Pra ficar apenas nesses que poderiam (ou eram ou foram contratados para) ser titulares.

No campo, o time até que jogou sem maiores dificuldades por uns 30 minutos. Nesse período, Mendoza obrigou Matheus a fazer uma bela defesa. Em seguida, em jogada individual, Saulo arrancou da intermediária e abriu o placar aos 15min.

No entanto, quando a fase não ajuda, tudo desfavorece. Gabriel Dias foi flagrado pelo VAR ao cometer pênalti numa cobrança de falta. Gilberto empatou. 3 minutos depois, novo vacilo da defesa e o camisa 9 do Bahia virou o jogo. Eram 34min do 1º tempo.

 O Ceará sentiu o duro golpe e não conseguiu mais produzir nada. Jorginho e Lima eram figuras nulas em casa. Oliveira, a quem eu sempre elogiei, também distante do ótimo futebol que apresentou em jogos anteriores.

Para o segundo tempo, esperava mudanças, mas Guto não fez nenhuma. O Ceará tentou o abafa, mas sem competência e com a defesa do Bahia bem postada pouco se aproveitou. Vina e Marlon entraram, mas o esquema permaneceu o mesmo. O que só favorecia aos baianos.

O Ceará teve até um pênalti marcado, mas o VAR impediu. Jorginho havia se jogado. Pra completar, Guto ainda colocou o jovem Hélio Borges no lugar de Mendoza, talvez o único que queria alguma coisa, mas não adiantou em nada. E olhe que o Bahia tava morto em campo. Com 35 minutos do 2º tempo, os jogadores já pediam o fim da partida. Estavam esgotados, caindo literalmente em campo e pedindo substituições.

Nem isso, o Ceará soube aproveitar. Por isso, é preciso fazer algo. Os mais conservadores vão alegar que ainda é cedo. Por um lado, é verdade. Por outro, é preocupante. Lembra do que o Guto disse que o ponto em Chapecó era para ser comemorado. E quando perde 3 em casa?

📸 Kely Pereira/AGIF/CBF