Em uma excelente entrevista aos repórteres Brenno Rebouças e Afonso Ribeiro, na edição desta quarta-feira, 28, do Jornal O Povo, o técnico do Fortaleza, Juan Pablo Vojvoda falou sobre diversos assuntos e expôs alguns pontos, particularidades e até peculiaridades sobre o momento do time no Brasileirão e sobre sua vida na Capital Cearense.

Na conversa, Vojvoda foi questionado sobre uma pergunta que todos estão fazendo: até onde esse Fortaleza pode chegar? Afinal, a equipe tricolor está na 3ª posição, com 27 pontos, e desde o início está na zona de classificação para a Libertadores desde o início do Campeonato.

“Como treinador, como torcedor também e como gente que trabalha no clube, sempre é bom colocar objetivos realistas. Somos uma equipe que tem que conservar essa maneira de trabalhar, sem deixar de lado os sonhos e ir em busca disso, mas conservando nossa realidade. Começamos muito bem, quando houver momentos difíceis vamos necessitar do apoio do torcedor, da imprensa local e defender isso. Fortaleza é uma instituição muito grande, as pessoas demonstram cada vez que eu saio (às ruas), então a nossa responsabilidade também é muito grande”, declarou o argentino ao Jornal O Povo.

Vojvoda declarou ainda que o time do Fortaleza já está muito visado pelos adversários e por isso vai ser bem difícil sustentar esse estilo de jogo, devido às dificuldades que os times vão apresentar. O treinador leonino fez questão de elogiar o elenco tricolor e o jogador brasileiro.

“Os jogadores do Fortaleza têm muito potencial, muita organização, venho agregar e não mudar muitas coisas. Eu adaptei uma ideia de jogo às coisas boas que o jogador brasileiro tem na primeira instância. O jogador brasileiro tem muita qualidade, tem o principal que se deve ter, que é gana de jogar, o espírito do jogo de rua, jogar futebol por jogar, por paixão“, disse o comandante leonino, que ainda revelou outra particularidade, que poucos sabiam.

Antes de acertar com o Fortaleza, Vojvoda ligou para o argentino Fragapane, que teve uma passagem ano passado pelo tricolor, mas não foi muito bem. E mesmo assim o atleta fez questão de elogiar o clube, e isso foi importante na decisão do treinador.

“Quando o Fortaleza foi até mim, teve que receber informação sobre Vojvoda e eu também quando vou a um clube quero ter informação sobre o clube. Fragapane havia jogado no Fortaleza. É um jogador que não dirigi, mas conheço do futebol argentino. Conversei com ele para perguntar sobre aspectos gerais do clube. Fragapane não jogou muito no Fortaleza, poderia ter falado regular ou ruim, mas foi o contrário. O jogador que não joga e fala bem da instituição onde esteve, isso diz muito da própria instituição. Além da parte esportiva está o aspecto humano, do dia a dia, e essas informações para mim são muito valiosas”, completou.

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📸 Daniel Galber